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Vereador de GO é alvo de operação por propina ligada à Carreta Furacão

Polícia Civil investiga suposto esquema de propina para liberação de alvarás de carretas de entretenimento em Goiânia; sete apurados, entre eles o vereador Luan Alves

imagem colorida vereador luan alves goiania - Metrópoles
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  • A Delegacia Estadual de Combate à Corrupção de Goiás abriu investigação sobre um suposto esquema de propina para liberação de alvarás temporários de funcionamento de atividades de entretenimento em Goiânia, envolvendo as carretas Furacão e da Alegria entre 2017 e 2022.
  • Mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta quarta-feira, 10 de junho, em Goiânia, com sete pessoas investigadas e mais cinco tendo os sigilos bancário e fiscal quebrados.
  • O material apurado aponta exigências de pagamentos em dinheiro, transferências, Pix, depósitos e até prestação de serviços gratuitos para obtenção das licenças necessárias.
  • Entre os investigados estão ex-secretários da prefeitura e o vereador Luan Alves (MDB); a apuração também envolve um parque de diversões natalino e uma praça de alimentação, sob supervisão de três secretarias municipais e da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma).
  • As denúncias apontam crimes de corrupção ativa, concussão e associação criminosa; Luan Alves disse não saber do conteúdo da investigação e que não houve nada comprovado em sua casa.

A Delegacia Estadual de Combate a Corrupção (Deccor) de Goiás deflagrou uma investigação nesta quarta-feira, 10 de junho, sobre cobrança de propina para liberação de alvarás de funcionamento de atividades de entretenimento em Goiânia. O caso envolve as carretas Furacão e da Alegria, com atuação entre 2017 e 2022, em gestões de Iris Rezende e Rogério Cruz. Entre os alvos estão o vereador Luan Alves (MDB) e ex-secretários da prefeitura.

A ação teve início a partir de denúncia de um empresário do setor de eventos, que relatou exigências de pagamentos em dinheiro, transferências, Pix, depósitos e até serviços gratuitos para obter as licenças. Ao todo, sete pessoas foram alvo de mandados de busca e apreensão, e outras cinco tiveram os sigilos bancário e fiscal quebrados pela Justiça.

Segundo a investigação, o esquema envolveria agentes públicos vinculados a três secretarias municipais e à Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), pasta já presidida por Luan Alves. Os investigados respondem por corrupção ativa, concussão e associação criminosa.

A apuração aponta ainda que o empresário encerrou as atividades em Goiânia em 2021, alegando não suportar as cobranças, com prejuízo estimado superior a R$ 400 mil. Além disso, a investigação apura eventuais repasses envolvendo um parque de diversões natalino e uma praça de alimentação.

Em nota, a Deccor informou que as apurações seguem para identificar a participação de todos os envolvidos e o destino de valores supostamente pagos para obtenção das licenças. Luan Alves afirmou não ter sido informado sobre o conteúdo da operação e disse estar à disposição para colaborar.

Desde outubro de 2025, as regras para os chamados “trenzinhos da alegria” passaram a valer em Goiânia, com exigência de licença da Amma, velocidade máxima de 40 km/h e proibição de bebidas alcoólicas durante os passeios.

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