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Agência de fiscalização de barragens opera com apenas 6% de vagas

ANM fiscaliza barragens com apenas 6% das vagas de técnico em atividades de mineração, reduzindo monitoramento presencial e ampliando atuação reativa

Rompimento de barragem em MG causou 19 mortes, destruiu comunidades e contaminou o Rio Doce
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  • A ANM — Agência Nacional de Mineração — atua com apenas 6% das vagas de técnico em atividades de mineração, cargo essencial para vistorias em campo, o que impacta a fiscalização de barragens como a de Mariana.
  • O volume de monitoramentos presenciais caiu nos últimos anos, com a agência apontando fatores estruturais e a Covid-19 como contribuintes; entre 2019 e junho de 2025, a ANM perdeu 349 servidores.
  • Atualmente, há 37 técnicos ativos para 591 vagas previstas em lei, resultando em ocupação de apenas 6% nessa função crucial para inspeção.
  • Desde 2021, a ANM opera com modelo de fiscalização responsiva: monitoramento remoto, verificação à distância e vistorias presenciais apenas quando necessários; em 2021 e 2024, as vistorias prévias representaram cerca de 40% do total.
  • O orçamento da ANM caiu de R$ 560 milhões em 2018 para R$ 445 milhões em 2024, com contingenciamentos frequentes e bloqueio de R$ 22,7 milhões em maio de 2026 que prejudicam ações de fiscalização.

A Agência Nacional de Mineração (ANM) acompanha barragens como a de Fundão, em Mariana (MG), que rompeu em 2015. A instituição opera com apenas 6% das vagas de técnico em atividade de mineração ocupadas, cargo essencial para vistorias em campo.

Entre 2019 e junho de 2025, a ANM perdeu 349 servidores, o que representa uma queda de 22,2% no total de vínculos ativos. A ocupação atual de técnicos é de 24% no conjunto das carreiras de regulação mineral.

O órgão reconhece que a redução reduz a capacidade de monitoramento preventivo e aumenta a dependência de ações reativas a partir de denúncias. Em 2024, o orçamento caiu de 560 milhões para 445 milhões de reais.

Em 2025, houve suspensão de atividades por insuficiência financeira, e em 2026 um bloqueio adicional de 22,7 milhões afetou ações de fiscalização. A ANM aponta fatores estruturais para a queda de monitoramento.

Cenário atual de fiscalização

A ANM detalha um modelo de fiscalização responsiva, com três níveis: dados e imagens, verificação remota e vistoria presencial apenas quando necessária. Em 2021 e 2024, as vistorias prévias responderam por cerca de 40% das atividades.

A instituição criou a Divisão de Monitoramento Remoto para acompanhar minerárias à distância. Em 2026, lançou o Formulário de Fiscalização Prévia para definir a necessidade de vistorias presenciais.

O planejamento permanece fundamentado em diretrizes objetivas, com o Plano Anual de Fiscalização e o Ranking de Fiscalização orientando alocação de recursos conforme risco e impacto das atividades minerárias.

Focos da atuação da ANM

Com o modelo atual, a atuação tende a seguir a estrutura do setor mineral, priorizando areia, ouro e água mineral. A areia envolve amplo universo de títulos ativos, exigindo acompanhamento regular.

O ouro traz complexidades ligadas à cadeia de comercialização e a irregularidades como garimpo ilegal, evasão fiscal e lavagem de dinheiro, o que demanda atuação frequente em resposta a denúncias. A água mineral exige verificação contínua da extração, da qualidade e dos recursos hídricos.

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