- O Senado aprovou um conjunto de pautas que ampliam gastos públicos, incluindo a renegociação de dívidas de produtores rurais, na quarta-feira, 10.
- A medida aumenta o desgaste para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ainda precisa ser apreciada pela Câmara dos Deputados.
- O cientista político Elias Tavares qualificou a aprovação como “uma grande dor de cabeça” para o governo, citando alertas do ministro da Fazenda sobre responsabilidade fiscal.
- Segundo ele, senadores atendem a base e sinalizam ao agronegócio e a grupos com interesses próprios, enquanto parte dos parlamentares busca dividendos políticos com as pautas.
- Tavares afirmou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, age como o “dono da bola”, tentando travar pautas e ampliar propostas consideradas desfavoráveis ao governo, o que pode atrasar a tramitação de temas relevantes.
O Senado aprovou um conjunto de pautas consideradas “bombas” que ampliam gastos públicos, incluindo a renegociação de dívidas de produtores rurais. A decisão, tomada na noite da última quarta-feira, 10, representa desgaste político para o governo de Lula e pode impactar o equilíbrio fiscal.
O cientista político Elias Tavares avaliou, no programa Ponto de Vista, que o Parlamento avançou com medidas vistas como indigestas pelo governo. Segundo ele, houve resistência de lideranças em atender o Planalto, mesmo com alertas do ministro da Fazenda, Dario Durigan, sobre responsabilidade fiscal e capacidade de investimento.
A apresentadora Laísa Dall’Agnol destacou a repercussão da votação e a abertura para a Câmara analisar o conjunto. Ela questionou se o Senado pode complicar o ambiente político próximo ao calendário eleitoral.
A atuação de **Alcolumbre** e as consequências políticas
Segundo Tavares, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, atua de forma que ele descreve como “dono da bola”, ao privilegiar pautas que dificultam a aprovação de propostas ao governo. A leitura é de que o líder tem buscado atender demandas de bases políticas, do agronegócio e de grupos com interesses próprios.
O analista também afirmou que parte dos parlamentares que concorrem às eleições busca dividendos com as votações em tramitação. Ele afirmou ainda que o governo também tenta extrair ganhos políticos de propostas em discussão, configurando uma disputa entre Executivo e Legislativo.
A avaliação é de que o embate possa produzir efeitos negativos para o funcionamento do próprio Senado, ao dificultar tramitações de matérias relevantes para o governo. A pauta segue para a Câmara dos Deputados, que ainda precisa apreciar o conjunto.
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