- Jairo Marques, jornalista cadeirante, relata que em Congonhas não havia ambulift disponível para embarque e desembarque, com equipamentos quebrados; o episódio ocorreu em 6 de junho, e houve dependência da intervenção da empresa Gol para auxiliar passageiros.
- O relato aponta que o aeroporto de Congonhas, administrado pela Aena Brasil, gera dificuldades para pessoas com deficiência, idosos e mobilidade reduzida, com falhas de manutenção e falta de esclarecimentos durante o desembarque.
- A Azul Linhas Aéreas Brasileiras informou que houve indisponibilidade momentânea do ambulift do aeroporto no desembarque do voo AD9153 e que a concessionária é responsável pelo equipamento, assegurando atendimento adequado aos clientes.
- A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) afirmou acompanhar casos de desembarque remoto em Congonhas, informando que, recentemente, houve redução temporária da disponibilidade de ambulifts para apenas um equipamento, já normalizada para dois, com previsão de chegada de mais dois para ampliar a redundância.
- A Aena Brasil informou que houve falha de coordenação na operação dos equipamentos de acessibilidade, causando atraso pontual no desembarque, e informou medidas para melhorar integrações entre equipes e fluxos operacionais; a notícia também menciona recente episódio em que uma mulher morreu ao cair de uma escada no mesmo aeroporto.
No último fim de semana, o que ocorreu em Congonhas evidencia falhas no atendimento de acessibilidade em aeroportos. Um passageiro cadeirante relata que não houve ambulift disponível no embarque e desembarque durante voo da Azul, com equipamentos da concessionária apresentando falhas graves. A situação expôs fragilidades no transporte de pessoas com deficiência no aeroporto.
O relato é de Jairo Marques, jornalista com deficiência e colaborador da Folha. Em vídeo, ele descreve a indisponibilidade de ambulift, a porta de acesso danificada e ganchos improvisados para segurar a cadeira de rodas. Segundo ele, o atendimento depende de terceiros e não houve clareza sobre o que ocorria no momento.
Situação no Aeroporto de Congonhas
A Azul Linhas Aéreas Brasilieras informou que, no desembarque do voo AD9153, houve indisponibilidade momentânea do ambulift, equipamento de uso público da concessionária. A companhia afirmou ter adotado as medidas necessárias e garantido o atendimento com segurança. A empresa também ressaltou que prestou suporte contínuo aos clientes.
A ENAC (ANAC) confirmou acompanho dos relatos e informou que houve uma indisponibilidade temporária de ambulifts no aeroporto por questões de manutenção. Segundo a agência, a situação já foi normalizada, com mais de dois ambulifts em operação e a previsão de chegada de novos equipamentos para ampliar a redundância.
A AENA Brasil, operadora do aeroporto, justificou o atraso no desembarque por falha de coordenação na operação dos equipamentos de acessibilidade. A concessionária destacou que, nos últimos 12 meses, mais de 24 mil passageiros com necessidade de assistência passaram pelos ambulifts de Congonhas, e afirmou ter tomado medidas para aprimorar a integração entre equipes e reduzir ocorrências futuras.
Regulamentação e impactos esperados
O caso de Congonhas, atrelado a reportagens anteriores sobre Guarulhos, coloca em evidência propostas da ANAC para atualização da Resolução nº 280, de 2013, que trata de assistência especial e acessibilidade no transporte aéreo. Uma consulta pública de 2025 recebeu centenas de contribuições e houve audiência pública em março.
Entre as mudanças em estudo, está a redefinição de quem é o passageiro com necessidade de assistência especial (PNAE) e a possibilidade de a empresa aérea decidir, de forma unilateral, quais pessoas com deficiência podem viajar sozinhas. A intenção é ampliar a autonomia, mas o tema tem gerado debates sobre proteção de direitos e garantias individuais.
As autoridades reforçam que todas as informações sobre atendimento a pessoas com deficiência devem manter a segurança e o bem-estar como prioridade. Em Congonhas, a concessionária, a operadora Gol e a Latam já atuam com ambulifts, buscando reduzir dependências e melhorar a experiência de viagem para este público.
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