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Empresa de ônibus de SP envia recursos a esquema envolvendo Deolane e a família Marcola do PCC

Promotores associam a Transunião, empresa de ônibus de São Paulo, a lavagem de dinheiro do PCC, com repasses suspeitos e vínculos históricos

Passageiros embarcam em um ônibus da TransUnião, no Terminal Itaquera, na zona leste de São Paulo; diretores da empresa são investigados sob a suspeita de estar ligados ao PCC
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  • A Transunião, com 467 ônibus, opera na zona leste de São Paulo e é mencionada em denúncia do Gaeco contra Deolane Bezerra dos Santos e a família Marcola, por lavagem de dinheiro e organização criminosa ligada ao PCC.
  • Promotores afirmam que a empresa teria recebido dinheiro de origem criminosa, ligado a familiares de Marcola, com base em bilhetes apreendidos na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau.
  • A Transunião já foi alvo de investigações da Polícia Federal, do Departamento Estadual de Investigações Criminais e do Gaeco, e esteve associada à Operação Fim da Linha, em 2024.
  • Segundo a denúncia, a empresa venceu o Lote 07 da concessão em 2019, em disputa com a Imperial Transportes Urbanos; as demais linhas teriam continuado sob antigas cooperativas que se tornaram empresas.
  • A Polícia Federal identificou depósitos vinculados a familiares de Marcola, e a defesa de Deolane e dos envolvidos nega participação de Marcos Camacho e afirma não haver relação com PCC; a empresa não respondeu ao pedido de manifestação.

A Transunião, empresa de ônibus de São Paulo com frota de 467 veículos, é citada em investigações envolvendo o PCC. Promotores do Gaeco apontam que a empresa pode ter recebido recursos vinculados à organização criminosa. A denúncia envolve lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Segundo o Gaeco, a Transunião aparece em análises de bilhetes apreendidos na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, que ligam o grupo aos filhos de Alejandro Camacho, o Marcola. As autoridades afirmam que parte dos recursos teve origem na atividade criminosa.

O inquérito aponta ligações entre a Transunião e a família de Marcola, com menções a depósitos feitos via a empresa. Promotores destacam que a investigação tramita no âmbito da Operação Vérnix, que envolve também advogada Deolane Bezerra dos Santos. Ela nega participação em organização criminosa.

A Transunião já foi alvo de investigações anteriores da Polícia Federal, do Deic e do Gaeco. A empresa, que opera no Leste da capital, não respondeu às tentativas de contato do Estadão. Advogados de Deolane negam envolvimento com ilícitos.

A reportagem apurou que o nome da Transunião apareceu em investigações anteriores à Operação Fim da Linha, deflagrada em 2024, que bloqueou concessões de outras empresas ligadas ao PCC. As apurações indicaram que antigas cooperativas deram origem à Transunião, hoje em formato de sociedade.

A operação de 2024 também envolveu a Transwolff e a UPBus, com cassação de concessões pela prefeitura. Em nota, promotores ressaltam que, na disputa pelo Lote 07, houve concorrência real, enquanto nos demais, as cooperativas teriam mantido participação sob nova forma societária.

Conforme o Gaeco, a ausência de vínculo comercial comprovado entre Leonardo Camacho, filho de Marcola, e a Transunião não impede a relação entre a empresa e o crime organizado, segundo a denúncia. A defesa de Marcola sustenta que Marco Camacho e Alejandro estão presos e não teriam participação nos fatos.

A Transunião informou ao Estadão ter adotado um departamento de compliance e uma controladoria para evitar novas irregularidades. A prefeitura afirmou acompanhar as investigações e colaborar com as autoridades para esclarecer os fatos.

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