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Especialistas respondem: como enfrentar os custos do envelhecimento no Brasil

Especialistas apontam medidas para enfrentar o envelhecimento: ampliar prevenção, integrar saúde e assistência social e regionalizar o SUS

Em evento do ‘Estadão’, Gonzalo Vecina, Arminio Fraga e Paulo Moll apontaram medidas para reduzir gastos e otimizar o uso dos recursos frente ao aumento de despesas que acompanha a alta na expectativa de vida
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  • Em evento do Estadão em 11 de julho, especialistas apresentaram medidas para enfrentar o envelhecimento da população e reduzir custos na saúde.
  • Principais propostas: ampliar prevenção e promoção da saúde, com foco na atenção primária; integrar saúde e assistência social para cuidado contínuo de idosos.
  • Sugestão de regionalizar a gestão do Sistema Único de Saúde, dando mais autonomia a estados e municípios para organizar filas e reduzir desperdícios.
  • Reformar o processo de avaliação de tecnologias em saúde, visando critérios únicos e reduzir judicialização; cogita‑se agência única para SUS e planos de saúde.
  • Reforçar a interoperabilidade de dados de pacientes para evitar exames repetidos e desperdícios, com uso de inteligência artificial para apoio aos profissionais.

Em evento do Estadão, especialistas apresentaram propostas para enfrentar o custo do envelhecimento da população brasileira. Gonzalo Vecina, Arminio Fraga e Paulo Moll defenderam medidas para reduzir gastos e tornar o uso de recursos da saúde mais eficiente. O painel ocorreu na quinta-feira, 11, durante o segundo encontro da série Brasil Adiante, em São Paulo.

Os especialistas destacaram que o envelhecimento estrutural da população exige ações de prevenção, assistência social e melhoria da gestão do SUS. Entre as ideias, está a regionalização da gestão e a reforma no processo de incorporação de novas tecnologias. Um documento com as propostas será entregue em novembro ao presidente eleito.

No eixo da saúde, o foco é reduzir desperdícios, ampliar a prevenção e integrar serviços de saúde com assistência social. O objetivo é sustentar o sistema público e a rede suplementar diante do aumento de doenças crônicas. As propostas também apontam para maior interoperabilidade de dados entre sistemas.

Ampliar políticas de prevenção e promoção da saúde

Vecina defendeu fortalecer a atenção primária e a Estratégia Saúde da Família para ampliar prevenção. Os especialistas ressaltaram a importância de hábitos saudáveis, prática de exercícios e uso racional de medicamentos. A ideia é reduzir adoecimento e complicações.

Integrar saúde com assistência social no cuidado aos idosos

Fraga citou exemplos de visitas domiciliares na Costa Rica para monitorar idosos. Vecina mencionou centros de convivência para idosos, como os Centros de Referência do Idoso, buscando suporte diário e participação social. A integração evitaria sobrecarga às famílias.

Regionalizar a gestão do SUS e dar mais autonomia a Estados e municípios

Propõe-se criar regiões sanitárias com governança compartilhada e transferências per capita. Vecina sugeriu consórcios entre municípios e estados para gerir filas e compras. A mudança visa reduzir duplicidade de filas e melhorar organização de atendimentos.

Aprimorar o processo de avaliação de tecnologias em saúde

A ideia inclui critérios únicos para incorporação de tecnologias no SUS e na saúde suplementar. Moll destacou o problema de ações judiciais por falta de avaliação. Vecina sugeriu uma agência única para avaliação de tecnologias.

Interoperabilidade de dados como forma de reduzir o desperdício

Moll defendeu integração de dados clínicos para evitar exames duplicados e reduzir custos. A tecnologia e a inteligência artificial seriam usadas para apoiar decisões médicas com base no histórico do paciente. A melhoria da interoperabilidade é vista como essencial para o futuro da saúde.

Evento faz parte do projeto Brasil Adiante; cronograma

O Estadão realiza até agosto mais encontros sobre temas como Segurança, Educação, Infraestrutura e Sustentabilidade. Em maio ocorreu o primeiro encontro sobre eficiência do Judiciário. Em novembro deverá ser entregue a agenda consolidada ao presidente eleito.

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