- Haddad disse que o governo Lula precisou refazer “quase todos os contratos” de concessão de ferrovias firmados por Tarcísio de Freitas quando era ministro.
- A afirmação foi feita antes do Seminário Políticas Públicas para as Mulheres, em evento no centro de São Paulo, com apoiadores de Haddad.
- O ex-ministro citou que Renan Filho, então ministro dos Transportes, acompanhou as revisões com o Tribunal de Contas da União.
- Haddad classificou a privatização da Sabesp, concluída em julho de 2024, como mal feita e afirmou que o lucro da empresa poderia triplicar em dois anos, com os custos repassados ao consumidor.
- O Poder360 solicitou posicionamento do governo de São Paulo sobre as declarações; ainda não houve resposta até a publicação.
O pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou que o governo federal precisou refazer a maioria dos contratos de concessões ferroviárias firmados no período em que Tarcísio de Freitas (Republicanos) era ministro da Infraestrutura, durante a gestão de Jair Bolsonaro. A declaração ocorreu antes do evento Seminário Políticas Públicas para as Mulheres, no centro de São Paulo.
De acordo com Haddad, o Ministério dos Transportes, sob a gestão de Renan Filho (MDB-AL), acompanhou as alterações contratuais de várias concessões ferroviárias, com fiscalização do Tribunal de Contas da União. O ex-ministro da Fazenda disse ainda que Tarcísio é especialista em contratos mal elaborados, citando casos específicos.
Ao abordar um tema recente de sua agenda, Haddad criticou a privatização da Sabesp concluída em julho de 2024, quando houve a venda de 32% das ações da empresa, dos 50,3% detidos pelo Estado, por cerca de 14,8 bilhões de reais. Ele afirmou que contratos mal feitos geram problemas de gestão e aumentam custos para os consumidores, mesmo com lucro potencial da empresa privatizada.
O ex-ministro reforçou que, na visão dele, a privatização não resolve problemas estruturais e pode afetar tarifas, enquanto o operador privado tende a registrar lucros crescentes. Haddad enfatizou que a conta paga pelo consumidor pode subir diante de cenários de alta lucratividade para o setor privatizado.
A reportagem do Poder360 procurou a assessoria do governo de São Paulo para comentar as afirmações, mas não houve resposta até o fechamento deste texto. A publicação será atualizada se houver manifestação oficial.
Entre na conversa da comunidade