- Lula afirmou que enviará dados sobre desmatamento da Amazônia ao Representante Comercial dos Estados Unidos para contestar a tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.
- O presidente visitou o Observatório Regional Amazônico da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica, onde foram apresentados dados que apontam redução do desmatamento na Amazônia e no Cerrado.
- Na Amazônia, o desmatamento agregado entre agosto de 2025 e maio de 2026 foi de 2.189 km², o menor da série do Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real, com queda de 31,4% frente a 2024-2025.
- No Cerrado, o valor foi de 4.208 km² no mesmo período, 8,2% menor que nos anos de 2024 e 2025.
- Lula afirmou que a meta de desmatamento zero até 2030 é decisão do governo brasileiro e ressaltou que busca respeito e cooperação com os EUA, evitando confronto e promovendo diálogo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que enviará dados sobre o desmatamento da Amazônia ao Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) para contestar a tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A declaração ocorreu após visitar o Observatório Regional Amazônico (ORA), vinculado à OTCA.
Segundo Lula, a comparação entre dados brasileiros e norte-americanos busca esclarecer a situação do desmatamento. Ele destacou a importância de apresentar evidências objetivas ao governo americano para fundamentar a diálogo sobre políticas comerciais.
Dados de desmatamento
No período de agosto de 2025 a maio de 2026, a Amazônia registrou 2.189 km² desmatados, conforme o Deter, o menor valor da série. A queda em relação a 2024 e 2025 chegou a 31,4%.
No Cerrado, o total desmatado no mesmo intervalo foi de 4.208 km², 8,2% menor que nos anos anteriores. Os números foram apresentados ao presidente durante a visita ao ORA.
O presidente afirmou que a meta de desmatamento zero até 2030 não é divulgada pela Casa Branca nem pela ONU, mas é uma decisão do governo brasileiro. Ele reforçou que a meta é de responsabilidade nacional.
Lula enfatizou a intenção de avaliar, junto aos americanos, a realidade dos trabalhadores brasileiros. Em tom de defesa da soberania nacional, ele reiterou que não busca conflito, e sim respeito mútuo.
O presidente também afirmou que pretende estabelecer um confronto de narrativas com o governo dos EUA, sem abrir guerra. Em relação aos caminhos diplomáticos, ele mencionou a busca por comércio e desenvolvimento para ambos os países.
Entre na conversa da comunidade