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Marina Silva aposta em pauta ambiental para disputa ao Senado em SP

Marina Silva confirma pré-candidatura ao Senado por São Paulo e aponta redução do desmatamento como pilar de sua campanha

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  • Marina Silva confirmou pré-candidatura ao Senado por São Paulo pela Federação Rede-PSOL, com negociações da chapa envolvendo nomes como Simone Tebet, para apoiar Fernando Haddad ao governo do estado.
  • O tema ambiental é o foco da candidatura, com a dirigente afirmando que proteção do meio ambiente não impede desenvolvimento econômico e citando resultados de desmatamento e do agronegócio.
  • Dados apresentados: queda de cinquenta por cento no desmatamento na Amazônia e trinta e dois por cento no Brasil; queimadas na Amazônia caíram mais de setenta e cinco por cento; o Brasil reduziu setecentos e cinquenta milhões de toneladas de CO2 nos últimos três anos.
  • Marina destacou a abertura de mais de quinhentos mercados para a agricultura brasileira e afirmou que cerca de 1% do setor resiste ao debate ambiental.
  • Sobre relação com outros países, disse que a União Europeia pode impor restrições a produtos brasileiros e que o Brasil está aberto ao diálogo, mas defende soberania; descartou disputar vaga de deputada federal e lembrou que a decisão sobre seu possível retorno ao Ministério do Meio Ambiente depende do presidente.

Marina Silva confirmou em entrevista à CNN sua pré-candidatura ao Senado por São Paulo, representando a Federação Rede-PSOL. Ela destacou que o acordo de chapa está em andamento e envolve alianças com nomes como Simone Tebet, visando sustentar a candidatura de Fernando Haddad ao governo do estado. A fecha de lançamento ainda não foi definida.

A sigla afirma que a formação da chapa busca firmeza e clareza, com o objetivo de fortalecer a posição de Marina na corrida ao Senado. A discussão sobre o conjunto da composição inclui outras siglas e nomes aliados.

Pauta ambiental como foco da campanha

Marina negou contradições entre defesa do meio ambiente e economia agrícola. Ela ressaltou queda no desmatamento recente e citou balanços positivos do setor produtivo no país. Segundo a candidata, há ganhos contínuos na Amazônia e no restante do Brasil.

Ela citou dados de redução do desmatamento na Amazônia e em todo o país, além de melhoria em indicadores de queimadas. A candidata informou avanços na abertura de mercados para a produção brasileira e ressaltou o debate ambiental como requisito para manter competitividade externa.

Desempenho, dados históricos e política externa

Marina afirmou que, pela primeira vez desde 2019, o Brasil deve registrar menos de um milhão de hectares de floresta desmatados neste ano. Ela mencionou queda de CO2 nos últimos três anos e a realização da COP30 como marcos da agenda climática.

Questionada sobre tarifas norte-americanas, a dirigente afirmou que o governo anterior forneceu dados usados nas retaliações e defendeu diálogo, mantendo soberania brasileira. Mantém posição de cooperação, sem abrir mão de autonomia na gestão ambiental.

Perspectivas eleitorais e futuro institucional

Sobre o eleitorado evangélico, Marina disse haver compreensão crescente sobre a importância desse segmento para políticas públicas. Ela afirmou que o campo progressista precisa reconhecê-lo com respeito, sem instrumentalização.

Ao tratar do futuro político além do Senado, Marina afirmou que não pretende disputar a Câmara dos Deputados. Sobre eventual permanência no Ministério do Meio Ambiente, afirmou que a decisão é prerrogativa do presidente Lula, sem critério antecipado.

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