- O ministro da Defesa do Reino Unido, John Healey, renunciou na quinta-feira (11) em meio à disputa sobre gastos militares.
- A saída ocorre após impasse sobre financiamento adicional para as Forças Armadas e atraso no Plano de Investimentos em Defesa.
- Healey afirmou que o Tesouro não destinou recursos necessários para defender o país diante de ameaças crescentes.
- A renúncia aumenta a pressão sobre o primeiro-ministro, Keir Starmer, e alimenta dúvidas sobre a liderança do Partido Trabalhista.
- O debate de defesa envolve metas de gasto: Starmer propõe elevar o orçamento de defesa para 3% do PIB, enquanto o plano em discussão ficaria em 2,68% em 2030.
O ministro da Defesa do Reino Unido, John Healey, renunciou ao cargo nesta quinta-feira (11), em meio a disputas sobre o financiamento militar. A decisão ocorre em um momento de tensões sobre gastos de defesa, diante de restrições orçamentárias e crescimento dos gastos sociais.
Healey deixou a posição após ter negociado por meses com o primeiro-ministro Keir Starmer e com a ministra das Finanças, Rachel Reeves, recursos adicionais para as Forças Armadas. A carta de demissão acusa o Tesouro de não dispor do necessário para defender o país frente a ameaças crescentes.
A renúncia intensifica a pressão sobre Starmer, que enfrenta questionamentos dentro do Partido Trabalhista e rumores de disputa pela liderança. A saída também adiante o debate sobre o Plano de Investimentos em Defesa, cuja publicação vinha sendo adiada.
Contexto orçamentário e metas de defesa
Starmer prometeu o maior aumento sustentado dos gastos militares desde a Guerra Fria, com meta de elevar o orçamento para 3% do PIB no próximo parlamento. Healey critica que o plano em discussão ficaria em 2,68% do PIB em 2030, próximo aos 2,6% previstos para o próximo ano.
Segundo Healey, as propostas apresentadas são insuficientes para enfrentar ameaças da Rússia e ampliar a presença britânica no Ártico e no Oriente Médio. Além disso, a redução do envolvimento dos EUA na defesa europeia reforça a necessidade de investimentos autônomos.
Os números sugerem diferença em relação a outras nações da Otan: a Alemanha mira 3,7% do PIB em defesa até 2030, enquanto a França mantém cerca de 2,5%. A posição britânica, conforme Healey, fica aquém do necessário para a estratégia regional.
A saída de Healey ocorre pouco antes da cúpula da Otan, prevista para começar em 7 de julho, onde a defesa britânica será tema central. A expectativa é de que Starmer apresente um plano de gastos capaz de manter capacidades militares. No governo, a pressão interna cresce.
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