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Policiais presos por esquema de loteamentos ilegais em parque no Rio

Policiais civis são presos em operação que desarticula esquema de loteamentos ilegais no Parque Estadual da Pedra Branca, com prejuízo estimado em mais de R$ 846 mil

MP denunciou 15 pessoas por envolvimento nos crimes, inclusive os policiais
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  • Polícia civil prendeu três agentes e investiga Milton de Souza Junior, apontado como líder do grupo, em operação do Ministério Público no Parque Estadual da Pedra Branca, em Campo Grande, nesta quinta-feira (11).
  • Denúncia de quinze pessoas sustenta que o esquema envolvia estelionato, corrupção e crimes contra o meio ambiente, ligados à criação e venda de loteamentos ilegais.
  • Foram cumpridos quatro mandados de prisão e sete de busca e apreensão em bairros como Copacabana, Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Olaria, Realengo, Magalhães Bastos e Jardim Sulacap.
  • Além dos agentes, houve mandado de busca e apreensão contra um delegado e o envolvimento de um policial militar no esquema.
  • O Ministério Público estima prejuízo superior a R$ 846 mil e pediu sequestro de bens e suspensão de funções públicas; a ação foi dirigida pela 2ª Vara Criminal Especializada da Capital.

Uma operação do Ministério Público do Rio de Janeiro prendeu três policiais civis suspeitos de integrar uma organização criminosa responsável pela criação e venda de loteamentos ilegais no Parque Estadual da Pedra Branca, em Campo Grande, zona Oeste. A ação ocorreu na manhã desta quinta-feira (11) e envolveu o Gaeco e o Gaema.

A investigação parte de uma denúncia de 15 pessoas ligadas ao esquema de estelionato, corrupção e crimes ambientais. Os mandados de prisão atingiram quatro alvos, incluindo Milton de Souza Junior, apontado como líder do grupo, e três agentes da Polícia Civil. Também houve buscas em diversos bairros da cidade.

A operação contou com o apoio das corregedorias de ambas as forças. Além dos policiais civis presos, um delegado foi alvo de busca e apreensão como investigado, e um policial militar também é citado nos autos. Ao todo, cinco denunciados foram identificados como membros diretos da organização.

#### Investigação e Denúncia

Milton de Souza Junior seria o articulador do esquema, promovendo o parcelamento irregular de terrenos e a venda de lotes em áreas de proteção ambiental com o auxílio de corretores falsos e empresas de fachada. O grupo utilizava laranjas para receber pagamentos.

Conforme o MP, as investigações indicam que a operação contava com informações privilegiadas obtidas por policiais, incluindo a 35ª DP (Campo Grande). Conversas apreendidas apontam o objetivo de manter o controle sobre o loteamento e evitar fiscalizações.

Os investigadores apontam que o dano financeiro supera 846 mil reais, além dos impactos ambientais. O Ministério Público pediu o sequestro de bens dos denunciados e a suspensão de funções públicas. Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Criminal Especializada da Capital.

A equipe envolvida na operação foi consolidada pela atuação conjunta do Ministério Público, Gaeco, Gaema e aguarda novos desdobramentos. A CNN Brasil tentou contato com as defesas, sem sucesso até o fechamento deste texto.

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