- O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, afastou Rodrigo Raveli Bolzan da São Paulo Turismo por suposta ligação com uma ONG ligada a Karina Ferreira da Gama, produtora do filme sobre Bolsonaro.
- O afastamento ocorreu durante investigação da Controladoria-Geral do Município para esclarecer possíveis irregularidades, sem interferência.
- A apuração do Metrópoles aponta que empresas associadas à produtora e ao Instituto Conhecer Brasil passaram a ocupar espaço na prefeitura após a chegada de Bolzan, que trabalhava na SPTuris desde 2005 e fiscalizava oito contratos.
- O Instituto Conhecer Brasil é alvo de investigação da Polícia Civil por suspeitas envolvendo um contrato de R$ 108 milhões, aditivos que elevaram o valor para R$ 157,1 milhões e repasses de R$ 26 milhões sem comprovação, além de um repasse de R$ 1,3 milhão relacionado a um convênio de wi‑fi público.
- A prefeitura afirma que o processo licitatório foi conduzido dentro dos princípios de legalidade, transparência e economicidade; o instituto também enfrenta cobrança judicial de R$ 1,3 milhão por patrocínio ao Sesi em 2017, e o caso tramita na Justiça.
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB-SP), determinou o afastamento do gerente de eventos da São Paulo Turismo (SPTuris), Rodrigo Raveli Bolzan. A medida ocorre no contexto da abertura de uma investigação pela Controladoria-Geral do Município sobre possíveis ligações de Bolzan com Karina Ferreira da Gama, empresária responsável pela produtora de um filme sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro. A decisão busca assegurar transparência e permitir que os fatos sejam apurados sem interferências.
A apuração foi iniciada após reportagens do site Metrópoles, que apontaram espaços ocupados por empresas e organizações ligadas à produtora e ao Instituto Conhecer Brasil (ICB) dentro da prefeitura desde a chegada de Bolzan ao cargo. O servidor atua na SPTuris desde 2005 e fiscalizava oito contratos da agência municipal.
Investigação sobre o Instituto Conhecer Brasil
O Instituto Conhecer Brasil é alvo de investigação da Polícia Civil de São Paulo por suposto envolvimento em um contrato de R$ 108 milhões com indícios de fraudes no processo licitatório. A apuração aponta aditivos que elevaram o total repassado para R$ 157,1 milhões, com R$ 26 milhões pagos sem comprovação de serviços.
Outro eixo da apuração envolve o repasse de R$ 1,3 milhão a uma empresa cuja sociedade incluía um dirigente do próprio Instituto Conhecer Brasil. Os pagamentos ocorreram dentro de um convênio para a instalação de 5 mil pontos de Wi-Fi gratuito em comunidades da capital.
Defesa da Prefeitura
A prefeitura contestou as acusações, afirmando que o processo licitatório atendeu aos princípios de legalidade, transparência e economicidade. Em relação ao projeto de conectividade, a administração informou que a análise jurídica da época não identificou impedimentos formais para a parceria.
Além das investigações, o Instituto Conhecer Brasil enfrenta cobrança judicial relacionada a um patrocínio de 2017, movida pelo Serviço Social da Indústria (Sesi). A ação aponta irregularidades na prestação de contas e possível devolução de R$ 1,3 milhão, com o andamento ainda em tramitação.
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