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Reação aos centros de dados ganha visibilidade no Nashville Zoo

Conflito em Nashville envolve centro de dados próximo ao zoológico, com temores de barulho e impacto ambiental, levando a moratória e mobilização local

Nashville Zoo
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  • Em Nashville, Tennessee, moradores temem um centro de dados de 69.220 pés quadrados fica atrás do Nashville Zoo at Grassmere, que realiza um programa de reprodução de clouded leopards (leopardo-clouded).
  • A controvérsia ganhou destaque nacional após mais de 385 mil pessoas assinarem uma petição contra o empreendimento, com retaliações de figuras locais, como Brad Paisley.
  • Principais preocupações: barulho constante de sistemas de refrigeração, poluição luminosa e danos ao habitat dos animais, especialmente ao programa de reprodução do leopardo-clouded.
  • Questões ambientais adicionais envolvem o escoamento de água pluvial para infraestrutura da reserva e possível impacto no tributário Mill Creek, que abriga uma cigarra ameaçada.
  • A prefeitura de Nashville enfrenta lacunas na definição de uso do solo para centros de dados, com propostas de emenda ao código e moratória de 90 dias; há, ainda, 12 centros de dados na cidade e debates sobre políticas locais.

O Nashville Zoo, em Grassmere, Tennessee, pode abrigar um centro de dados de 69.220 pés quadrados atrás do espaço onde ocorre a criação de clouded leopards. A proximidade preocupa conservacionistas, que trabalham para manter a reprodução das espécies em cativeiro, pois os animais são sensíveis ao ruído.

O projeto foi anunciado em junho e envolve a empresa DC BLOX. A prefeitura ainda não definiu regras de uso do solo para o empreendimento, que promete reduzir consumo de água com sistemas de refrigeração fechados e cumprir normas ambientais locais e federais.

A controvérsia ganhou adesão popular: mais de 385 mil pessoas já assinaram uma petição. Além disso, figuras públicas locais passaram a falar do caso, ampliando a atenção nacional sobre os impactos de data centers nas comunidades.

Entre as preocupações reportadas estão o barulho constante de sistemas de refrigeração, a iluminação externa e o risco de poluição de água que pode afetar a hidrografia do zoológico e habitats próximos. O zoo alerta para impactos nos ciclos de vida dos animais.

A DC BLOX afirmou que o centro servirá à infraestrutura regional de internet, não sendo uma fábrica de IA. A empresa ressaltou o uso de tecnologias para minimizar consumo de água, testar ruídos e cumprir regras ambientais.

Críticos locais questionam o custo ambiental e o planejamento urbano. Declarações oficiais indicam que a lista de regulamentos ainda não contempla data centers como uso específico, o que dificulta avaliações ambientais prévias.

A cidade enfrenta uma pilha regulatória, com projetos semelhantes em outros estados gerando moratórias e revisões de códigos. Autoridades locais estudam propostas para definir zonas dedicadas a centros de dados, com proteção a áreas sensíveis.

Ao longo da discussão, moradores e especialistas destacam a necessidade de transparência, tempo para planejamento e responsabilidade das empresas. O debate também envolve impactos sobre a qualidade de vida e o equilíbrio entre desenvolvimento e conservação.

Até novo desfecho, a comunidade aguarda decisões sobre a viabilidade do projeto e o caminho regulatório. Enquanto isso, voluntários e cidadãos seguem mobilizados, exigindo fiscalização rigorosa e proteção aos animais do zoológico.

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