- Sérgio Etchegoyen, general da reserva, lança o Centro Soberania e Clima para aproximar segurança nacional e preservação ambiental, defendendo que soberania e proteção ambiental são complementares.
- A organização afirma que o Estado precisa atuar em territórios remotos da Amazônia, do Pantanal e do Pampa para fiscalização e contenção da degradação, citando o garimpo ilegal como exemplo de ausência estatal.
- Etchegoyen critica a ideia de que a agenda climática seja exclusiva da esquerda, dizendo que questões ambientais afetam tanto o setor agropecuário quanto a direita, e que a defesa de políticas ambientais é relevante para o país.
- O general sustenta que o Brasil tem a legislação ambiental mais avançada do mundo, destacando que a Reserva Legal amazônica é de oitenta por cento e que o país usa menos de trinta por cento de seu território para lavouras e pecuária.
- Sobre justiça climática, ele afirma que é preciso evitar a polarização e buscar convergências, citando enchentes no Rio Grande do Sul como exemplo de impacto desigual e destacando o papel de uma visão de longo prazo para recursos naturais e economia.
Sérgio Etchegoyen, general da reserva e cofundador do Centro Soberania e Clima, defende que a agenda ambiental não é exclusividade da esquerda. A organização, criada com Raul Jungmann e Marcelo Furtado, busca aproximar segurança nacional e preservação ambiental.
Segundo ele, soberania e preservação ambiental são complementares. Sem atuação do Estado em áreas como a Amazônia, o Pantanal e o Pampa, não há fiscalização eficaz nem combate à degradação. O garimpo ilegal, afirma, floresce onde o Estado está ausente.
Etchegoyen contesta a ideia de que a pauta climática pertence a uma corrente política. Embora reconheça a origem de nomes históricos da esquerda, ele entende que o tema atinge diferentes setores do país, incluindo o agronegócio, e citou a necessidade de políticas amplas que envolvam diversos grupos.
A visão dele é de que a pauta ambiental foi indevidamente instrumentalizada politicamente. O general questiona quem defenderia políticas que desregulamentem a legislação ambiental apenas para obter votos, apontando que a preservação já é vista como valor civilizatório pela sociedade brasileira.
Sobre o uso externo da pauta climática, Etchegoyen critica pressões internacionais que ligam questões ambientais à agropecuária brasileira. Ele cita negociações do Mercosul com a União Europeia e pressões dos EUA, argumentando que o Brasil utiliza apenas uma fração de seu território para lavoura e pecuária.
Ele compara situações internacionais para ilustrar supostos dois pesos nas avaliações ambientais. Em sua visão, a França não aceitaria restrições impostas à Renault, enquanto o Brasil impõe regras pesadas a produtores rurais na Amazônia, o que ele considera desproporcional.
As enchentes do Rio Grande do Sul, em 2024, entram como exemplo concreto de justiça climática para Etchegoyen, que ressalta impactos desiguais em regiões vulneráveis. Ainda assim, ele defende evitar que esse tema se transforme em novo eixo de divisão política.
Sobre o interesse americano em minerais estratégicos, ele vê o recuo dos EUA na mudança climática como atraso temporário. Acredita que o Brasil precisa manter uma visão de Estado de longo prazo, aproveitando recursos como terras-raras de forma responsável, com ganhos para o país e para o setor privado.
Contexto
O general ressalta que a preservação ambiental requer atuação estatal efetiva e coordenação entre segurança e meio ambiente. A ideia é construir convergências entre setores, evitando polarização e ampliando o diálogo entre diferentes forças políticas.
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