- O Departamento de Habitação dos EUA suspendeu o financiamento federal da Los Angeles Homeless Services Authority (Lahsa), que cuida do atendimento a moradores de rua, enquanto investiga alegações de fraude.
- A HUD acusa Lahsa de violar regras federais de conflito de interesse, usar recursos de forma inadequada (pagando por hotéis vazios) e não fornecer documentação de planos de moradia sob sua supervisão.
- Segundo a HUD, Lahsa recebeu nearly $1 bilhão de dólares em cinco anos; atualmente, cerca de 8% do orçamento da Lahsa vem de recursos federais.
- A cidade de Los Angeles registra uma das maiores populações de moradores de rua dos EUA; em 2025, Lahsa estimou 72.308 pessoas nessa situação, queda em relação a 2023 (75.518).
- Responsáveis locais e políticos reagiram, com críticas à administração federal e pedidos de cooperação para manter ações de combate à homelessness; a prefeitura de Los Angeles e a prefeitura do condado já buscam mecanismos para manter programas de habitação sem depender exclusivamente da Lahsa.
A administração de Donald Trump suspendeu o repasse de recursos federais para a Los Angeles Homeless Services Authority (LAHSA), a principal agência de serviços para moradores de rua da cidade. A medida, anunciada pelo Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano (HUD), abre investigação sobre alegações de fraude envolvendo a gestão dos recursos.
A HUD informou que o financiamento está suspenso até que a agência demonstre conformidade com as normas federais. Conforme o HUD, LAHSA recebeu quase US$ 1 bilhão nos últimos cinco anos, com cerca de 8% do orçamento vindo de verbas federais. A decisão ocorre em meio a disputas entre a gestão federal e líderes do estado da Califórnia.
Contexto e reação
A prefeitura de Los Angeles critica a suspensão, destacando que LAHSA tem corrigido falhas e que a medida pode prejudicar a população vulnerável. O atraso de verbas é visto como parte de um embate político entre o governo federal e autoridades locais, incluindo o condado de Los Angeles.
Entre as vozes envolvidas, a supervisora do condado, Lindsey Horvath, afirmou que a ação federal pode ter fins de publicidade e pediu que o HUD coopere com o governo local para promover mudanças. Em resposta, LAHSA alegou que as ações de supervisão locais já geraram reformas internas que fortalecem o controle de gastos e a transparência.
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