- Lula da Silva mantém posição confortável, com queda na impopularidade impulsionada pelo caso Dark Horse e pela ameaça de tarifaço de Donald Trump, enquanto Flávio Bolsonaro cai nas pesquisas.
- Zema e Caiado não podem atacar Flávio; temem perder apoio de bolsonaristas no segundo turno e, assim, ficam estagnados.
- Renan Santos sobe na Quaest, em terceiro lugar com 3%, empatado com Caiado e próximo de Aécio Neves e Zema, com potencial de crescimento entre o eleitorado jovem.
- Na simulação de segundo turno da Quaest, Zema e Caiado aparecem com 34% cada, enquanto Renan fica com 31%.
- Empresários presentes a um evento com Renan ficaram divididos: elogios a parte do discurso, mas desconforto com a agressividade e com a visão dele sobre o eleitorado feminino.
O cenário eleitoral atual aponta Lula em posição mais estável entre os candidatos, apesar das dificuldades comuns de campanha. O presidente conseguiu conter a impopreciação e, segundo análises, o caso Dark Horse e a ameaça de tarifas de Donald Trump contribuíram para reduzir a vantagem de Flávio Bolsonaro. O senador enfrenta resistência de parte do eleitorado bolsonarista para o segundo turno.
Entre os rivais, Romeu Zema e Ronaldo Caiado dividem o mesmo desafio: devem criticar ou atacar Flávio sem romper o apoio de seu eleitorado. Após vazamento de mensagens envolvendo Flávio e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, Zema recuou das críticas, tentando manter o centro de apoio sem afastar a base bolsonarista. A estratégia deixa os independentes em suspenso.
Renan Santos ganha espaço no cenário ao atacar direita e esquerda, alcançando 3% na pesquisa Quaest e empatando com Caiado, com Zema e Aécio próximos do patamar. Analistas veem potencial de crescimento no eleitorado jovem, mas o desempenho no segundo turno pode sofrer restrições entre bolsonaristas caso o tom agressivo se intensifique.
Um evento com empresários envolvendo o candidato do MBL expôs nuances de Renan: o tema feminino gerou desconforto entre o público, que contesta a visão de que mulheres seriam majoritariamente de esquerda. Pesquisas sobre o assunto indicam maior diversidade de posicionamentos entre as eleitoras, com parcela significativa sem filiação partidária definida.
O tom contundente de Renan também preocupa portion de apoiadores pela possibilidade de rejeição em setores da direita. Ao mesmo tempo, empresários valorizaram pontos de suas propostas, mas destacaram a necessidade de maior equilíbrio no discurso. O desempenho futuro depende de consolidar uma base ampla sem perder a autenticidade.
Fontes consultadas para o panorama incluem a pesquisa Quaest e o estudo Panorama Político, divulgado por DataSenado e Nexus em 2024, que apontam a diversidade de posicionamentos entre o eleitorado feminino e a soma de intenções de voto dos candidatos.
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