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Delação de Vorcaro cita propina a Alcolumbre e negócios com PT na Bahia

Delação aponta repasse de US$ 30 milhões a Davi Alcolumbre e negócios com o PT da Bahia; PF rejeita delação e Senado nega irregularidades

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre
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  • A Veja afirma que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, recebeu US$ 30 milhões (cerca de R$ 153 milhões) de Daniel Vorcaro em uma conta secreta no exterior, com participação de Augusto Lima.
  • A defesa de Alcolumbre nega as acusações e afirma que as informações são falsas, prometendo medidas judiciais; a Presidência do Senado também sustenta que o senador não recebeu valores.
  • A Polícia Federal rejeitou duas propostas de delação premiada de Vorcaro por falta de provas novas; o material está sob análise da Procuradoria-Geral da República, orientada por Paulo Gonet.
  • O acordo de Vorcaro mencionava parcerias comerciais antigas com o PT da Bahia, iniciadas em 2007 no governo Jaques Wagner, incluindo o programa Cesta do Povo, e outras ações envolvendo Rui Costa.
  • A apuração cita ainda investimentos de fundos de pensão de servidores do Amapá e ligações com ex-governadores, como Cláudio Castro e Ibaneis Rocha, em contextos relacionados ao banco.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, é apontado pela revista Veja como destinatário de uma suposta propina. A publicação afirma que US$ 30 milhões, cerca de R$ 153 milhões, teriam sido transferidos para uma conta no exterior. A operação, segundo a reportagem, seria conduzida com participação direta de Augusto Lima, ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro, para viabilizar apoio político a interesses da instituição financeira em Brasília.

A defesa de Alcolumbre negou as acusações com firmeza. O senador afirmou, de forma categórica, que as informações são falsas e serão enfrentadas na esfera jurídica. A assessoria de imprensa do Senado ressaltou que o parlamentar nunca recebeu valores, nem no Brasil nem no exterior, e que serão adotadas medidas cabíveis.

A Polícia Federal rejeitou, até o momento, propostas de delação premiada apresentadas pelo empresário Vorcaro. Em duas oportunidades, as propostas foram negadas por não apresentarem provas novas que justificassem um acordo. O STF aguarda a análise da Procuradoria-Geral da República sobre o material recebido.

Contexto de possíveis acordos e ligações comerciais

O material encaminhado pela defesa de Vorcaro cita relações comerciais com órgãos estaduais e fundos de pensão regionais. Entre os elos mencionados, estaria uma parceria com o PT da Bahia iniciada em 2007, durante o governo Jaques Wagner, via o programa Cesta do Povo. Também há menção a ações durante a gestão Rui Costa que teriam impactado empréstimos consignados, segundo o relato do banqueiro.

O texto aponta ainda que um fundo de pensão de funcionários públicos do Amapá teria adquirido títulos da instituição financeira. Este fundo seria gerido por um ex-tesoureiro da campanha do senador amapaense. A apuração cita, ainda, situações envolvendo investimentos de fundos previdenciários administrados por ex-governadores de outros estados, sem tratar de evidências conclusivas.

A Procuradoria-Geral da República analisa o conteúdo do eventual acordo de delação, buscando verificar as informações apresentadas e cruzar com provas já existentes. Não há cronograma definido para a conclusão desse exame, segundo o procurador-geral Paulo Gonet, que pediu cautela na avaliação.

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