- O primeiro-ministro Keir Starmer disse à BBC que tem “dever” de permanecer no cargo e justificou decisões de gasto em defesa após a saída de dois ministros da pasta.
- Starmer afirmou ter feito escolhas “duro(a)s” e pediu cortes em todos os ministérios para financiar a defesa, mantendo defesa como prioridade.
- A demissão de Defense Secretary John Healey ocorreu em meio a divergências sobre o financiamento do plano de investimento em defesa, com Healey criticando a gestão do gasto.
- O governo reafirmou a meta de chegar a 3% do Produto Interno Bruto (PIB) em defesa no próximo parlamento, e o DIP deve detalhar mais recursos além do que já foi investido, a ser divulgado antes da cúpula da Otan em julho.
- Mesmo com as renúncias, Starmer insistiu que não haverá eleição de liderança por vaidade, e mencionou a possibilidade de liderança de rivais, como Andy Burnham, caso haja contenda, ressaltando que decisões envolvem trade-offs.
Sir Keir Starmer afirmou à BBC que tem um “dever” de permanecer no cargo de primeiro-ministro e justificou as decisões sobre gastos com defesa, após duas pessoas próximos ao governo terem pedido demissão em sequência.
O pacote de afirmações ocorreu na véspera de novas avaliações sobre o orçamento, em meio a críticas de que o aumento de defesa seria incompatível com cortes em outras áreas. Starmer disse que exigiu reduções em vários setores para financiar a defesa.
Segundo o premiê, medidas “duras” foram adotadas para equilibrar contas públicas, incluindo cortes em assistência ao exterior para liberar recursos para defesa. Ele reiterou que a defesa é prioridade constante em revisões de orçamento.
Healey, então secretário da Defesa, deixou claro em carta de demissão que não concordava com o ritmo e a escala dos gastos propostos, afirmando que o governo não se comprometeu com o necessário para manter a segurança do país. Starmer rebateu, mantendo a defesa como prioridade.
Apesar das saídas, o premiê assegurou que continuará com o plano de apresentar a estratégia de defesa antes de uma cúpula da Otan no início de julho, e frisou que a defesa será priorizada em todas asRodadas de avaliação de gastos futuras.
A récita de críticas também atingiu ministros e ex-ministros da oposição, com relatos sobre divergências internas quanto ao financiamento do plano de investimento em defesa, que define como pagar equipamentos e infraestrutura ao longo da próxima década.
O debate público sobre metas de defesa persiste em meio a perguntas sobre possíveis substituições no governo, com rumores de novos candidatos de oposição e especulações sobre impactos eleitorais. As negociações internas devem seguir até a próxima rodada de decisões orçamentárias.
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