- Trump tem xingado jornalistas mulheres que o questionam, chamando-as de “porca”, “corruptas” e “estúpidas”, em ocasiões públicas e privadas.
- A coluna defende que a imprensa não pode tolerar esse comportamento e sugere estratégias para enfrentar o presidente.
- Sugestões incluem levar “receitas” (hör áudio/video) à mão para confrontar declarações passadas e expor mentiras com as imagens ou áudios disponíveis.
- Recomenda também confrontar diretamente as mentiras, questionando, por exemplo, promessas sobre eleições fraudadas ou sobre o que ocorreu no dia seis de janeiro.
- Propõe ainda interromper entrevistas quando ele mentir ou insultar, deixando claro ao público o motivo; admite que isso pode reduzir o acesso, mas fortalece a responsabilização.
Donald Trump volta a atacar jornalistas mulheres, repetindo insultos em entrevistas e coletivas. Reportagens apontam que ele,
em várias ocasiões, chamou repórteres de “porca”, “corrupta” e “estúpida”, entre outras expressões.
As críticas ganharam destaque após episódios envolvendo repórteres de grandes veículos de imprensa.
A cobertura envolve Catherine Lucey (Bloomberg), Kaitlan Collins (CNN), Kristen Welker (NBC) e Megyn Kelly (Fox News),
além de menções a Maggie Haberman (New York Times). Em cada caso, Trump desafiou perguntas sobre eleições, guerra e fatos já divulgados.
A imprensa tem relatado resistência constante do presidente em aceitar questionamentos.
Ligações entre o comportamento de Trump e padrões de conduta na imprensa são discutidas desde 2015, quando ele atacou Megyn Kelly.
As fontes mencionam ainda ataques adicionais contra jornalistas de imprensa escrita, com repercussões em redes sociais.
Apesar disso, as abordagens de cobertura não mudaram de forma definitiva, segundo as reportagens citadas.
Propostas de atuação da imprensa
Especialistas sugerem que repórteres levem “receitas” para a entrevista, com trechos de áudio ou vídeo das declarações anteriores.
Essa prática pode reduzir a margem de manobra do entrevistado ao confrontá-lo com evidências. Há exemplos de promessas não cumpridas em campanha.
Outra sugestão é usar confrontos mais diretos sobre mentiras ou informações contestadas, mantendo o foco em fatos verificáveis.
Isso pode incluir perguntas diretas sobre alegações sem evidência e datas de eventos amplamente documentados.
Também é defendida a prática de interromper entrevistas quando forem repetidas mentiras ou ataques, explicando publicamente o motivo.
Essa transparência visa informar o público sobre o andamento da conversa e as regras da entrevista.
É claro que tais estratégias podem reduzir o acesso a futuras entrevistas, o que envolve a tensão entre ética jornalística e interesse comercial.
Apesar disso, a pauta jornalística tende a privilegiar a verdade factual e a resistência a padrões de wrongdoing.
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