- O Novo protocolou mandado de segurança no STF para instalar imediatamente o Conselho de Ética do Senado, alegando omissão da Mesa Diretora.
- A ação ocorre depois de Davi Alcolumbre ser citado pela revista Veja, que afirma ter recebido cerca de US$ 30 milhões em uma conta no exterior, vinculados a apoio a uma demanda do Banco Master.
- A Presidência do Senado informou que as informações são falsas e afirmou que o senador nunca recebeu qualquer quantia, dentro ou fora do Brasil, exigindo provas dos autores.
- O pré-candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, disse que o valor seria o preço do silêncio e acusou Alcolumbre de atrapalhar a CPMI do Master; Alcolumbre disse que a CPMI não seria prioridade.
- O caso envolve investigações da Polícia Federal sobre a Amprev e o Banco Master, com pedidos de CPI e CPMI no Congresso que não avançaram.
O partido Novo ingressou com um mandado de segurança no STF para exigir a instalação imediata do Conselho de Ética do Senado. A medida ocorre após reportagem da revista Veja que liga o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a suposto recebimento de cerca de US$ 30 milhões em uma conta no exterior, repassados a ele em razão de apoio a uma demanda do Banco Master, intermediada por Augusto Lima. A publicação cita operações relacionadas a Vorcaro e aponta possíveis repasses ligados a interesses do banco.
Alcolumbre afirmou que adotará medidas judiciais contra os responsáveis pelas acusações e informou, por meio da assessoria, que os dados foram classificados como falsos. O Senado ressaltou que o senador nunca recebeu quaisquer valores, em qualquer lugar, e disse que cobrará provas sobre as acusações da reportagem. O Novo classifica a falta de instalação do Conselho de Ética como omissão institucional.
Posicionamentos e desdobramentos no STF
Segundo o Novo, a inatividade do Conselho de Ética impede a análise de representações contra Alcolumbre e atrasa dezenas de denúncias e petições que aguardam apreciação. O partido afirma que a ausência do órgão viola prerrogativas partidárias de apresentar representações por quebra de decoro.
Eduardo Girão (Novo-CE) reforçou que a ausência do colegiado compromete mecanismos de controle interno. Ele destacou que a representação aponta omissão institucional e abuso de prerrogativas, incluindo a não instalação da CPMI do Banco Master. O senador disse ter recorrido ao STF para assegurar a instalação do Conselho de Ética.
Repercussões políticas e investigação relacionada
No contexto, Romeu Zema, pré-candidato do Novo à Presidência, criticou a conduta de Alcolumbre em vídeo, dizendo que houve um preço pelo silêncio e citando a reportagem. O presidente do Senado já havia indicado que não pretendia instalar a CPMI, argumentando que a sessão foi convocada por mobilização de prefeitos.
O caso do Master vem no âmbito de investigações da Polícia Federal sobre a Amprev, responsável por aposentadorias de servidores amapaenses. A PF apura investimentos da Amprev em letras financeiras do Banco Master, com suspeitas de gestão temerária e fraude. O ex-diretor-presidente Jocildo Silva Lemos foi o principal alvo da operação que levou à prisão de informações sigilosas.
Ritmo das investigações e encaminhamentos
A PF suspeita vazamentos de informações durante diligências. Jocildo Lemos deixou o cargo na Amprev após a operação. No Planalto, a propagação das investigações acompanha a tensão entre o governo e o andamento de pautas no Senado, incluindo a discussão sobre a atuação de autoridades e a possibilidade de novas frentes de investigação. O conjunto de pedidos de investigação no Congresso já abrangeu diversas CPIs e CPMIs, sem avanços até o momento.
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