- A Genial/Quaest aponta Lula em vantagem de seis pontos no segundo turno contra Flávio Bolsonaro, com queda de apoio entre indecisos.
- O objetivo do senador é reconquistar eleitores independentes e reconectar com o eleitorado de centro.
- O principal desafio é sair do tema do caso Master e voltar a debater economia, saúde, segurança pública e custo de vida.
- Estratégia: manter a base bolsonarista ao mesmo tempo ampliar o apoio entre moderados, sem perder identidade.
- A campanha precisa apresentar um projeto viável de governo, incluindo reforma tributária, contas públicas, crescimento e segurança, diante do maior peso do Congresso sobre o orçamento.
A nova rodada da pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (10), mostra Lula à frente de Flávio Bolsonaro em cenário de segundo turno, com vantagem subindo de um ponto para seis. O levantamento aponta que o desgaste do senador afeta eleitores independentes, núcleo decisivo na disputa.
Segundo o estudo, o desafio de Flávio é reconquistar eleitores que se afastaram da candidatura e ampliar o espaço junto ao centro, além de manter a base de apoiadores. O objetivo é manter competitividade para 2026 diante de um cenário de maior contenção de crises.
Analista Leopoldo Vieira, CEO da Idealpolitik, destacou no programa Mapa de Risco do InfoMoney que o foco da campanha precisa sair da crise em torno do caso Master e voltar a discutir propostas para o país, especialmente economia, saúde, segurança e custo de vida.
Desafios estratégicos
Vieira aponta que a prioridade atual não é apenas ampliar intenções de voto, mas interromper a deterioração da imagem de Flávio entre eleitores moderados. A desidratação ocorreu menos entre bolsonaristas tradicionais e mais entre o eleitor que não se enquadra nem no PT nem no bolsonarismo.
O analista afirma que a campanha precisa equilibrar a mobilização da base com a atração de novos votos, sem afastar o segmento que rejeita sinalização mais radical. O desafio é manter consistência entre discurso ideológico e necessidade de crescimento.
Segundo ele, a próxima fase depende de apresentar um projeto viável para o país, com respostas a reformas tributária, contas públicas e políticas públicas. Em 2026, o ambiente político deve exigir propostas concretas, além de oposição ao governo Lula.
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