- O deputado Filipe Barros atuou na Câmara para beneficiar o Master e pressionar o Banco Central e a CVM entre novembro de 2024 e setembro de 2025.
- Propôs projeto de lei para aumentar o limite do FGC de R$ 250 mil para R$ 1 milhão, echoando ideia defendida por Ciro Nogueira.
- Pautou dois requerimentos na Comissão de Relações Exteriores em junho de 2025, incluindo convite ao presidente da CVM para discutir a regulação do mercado de capitais.
- Convidou o presidente do Banco Central, em junho, para tratar de ataques hackers ao sistema do Pix; o convite não resultou em comparecimento.
- Em setembro de 2025, após o BC rejeitar a compra do Master pelo BRB, Barros questionou a liquidação de duas instituições financeiras ao BC, envolvendo a Diorf.
O deputado Filipe Barros atuou no mandato e na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional para beneficiar o Banco Master e pressionar o BC e a CVM, no período em que o Master tentava a aquisição do Banco de Brasília. As ações ocorreram entre novembro de 2024 e setembro de 2025.
Entre as iniciativas, Barros apresentou um projeto de lei similar a uma emenda defendida por Ciro Nogueira para aumentar o limite do FGC de 250 mil para 1 milhão de reais, base do modelo de negócios do Master. O objetivo seria ampliar a cobertura de garantias aos clientes.
Na Comissão de Relações Exteriores, o deputado protocolou dois requerimentos em junho de 2025, quando presidia o colegiado. O primeiro convidava o presidente da CVM para debater a estrutura regulatória do mercado de capitais e soberania econômica.
Tentativas de influenciar reguladores
Barros também convidou o presidente do BC, Gabriel Galípolo, para tratar de ataques hackers ao sistema do Pix, em junho, em meio a fraudes nas carteiras do Master vendidas ao BRB. O convite não resultou em comparecimento.
Em 3 de setembro de 2025, após o BC recusar a compra do Master pelo BRB, Barros questionou, em requerimento ao BC, o encerramento da liquidação extrajudicial de o Banco Econômico e o Banco Nacional. A pauta envolveu a Diorf, secretaria responsável por organização do sistema financeiro.
Envolvidos e posicionamentos
O texto aponta o fundador do Master como figura central na pressão para mudanças regulatórias favoráveis ao banco. Renato Gomes, da Diorf, era contrário à venda do Master ao BRB e defendia a liquidação de Vorcaro. Barros informou à imprensa não haver irregularidades em suas ações.
O deputado afirmou à coluna de Malu Gaspar que não houve irregularidades e citou interesse na regulação do mercado financeiro. Sobre a soberania econômica, afirmou que não é possível dissociar economia de políticas nacionais.
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