- A pré-campanha de Flávio Bolsonaro ainda não definiu o vice; nomes testados em pesquisas internas não mostraram ganho de votos significativo.
- O prazo para escolher o vice é até 14 de agosto, com o objetivo de montar palanques estaduais e consolidar alianças.
- Entre os nomes testados estão Tereza Cristina, Simone Marquetto, Clarissa Tércio e Priscila Costa; parlamentares afirmam que nenhuma delas agrega votos, mas não atrapalham a chapa.
- Há pressão interna pela indicação de uma mulher, para contrapor declarações do pai e buscar apoio de eleitorado religioso; Clarissa e Priscila são evangélicas, enquanto Simone é católica.
- Chegou-se a sugerir incluir Cleitinho (Republicanos) nas pesquisas como possível vice, mas o coordenador Rogério Marinho afirmou desconhecer a possibilidade; há resistência de parte do centrão e da direita para apoiar o bloco de Flávio.
O eixo da pré-campanha de Flávio Bolsonaro permanece sem definição clara sobre quem fará parte da chapa como vice. Parlamentares próximos ao senador afirmam que, até agora, as pesquisas encomendadas pelo PL não indicaram ganho de votos com nomes testados entre mulheres. A discussão ganha menos espaço diante de desgaste envolvendo o senador e sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, além de tensões externas como as políticas externas dos EUA.
Segundo relatos de integrantes do núcleo, a decisão não deve ocorrer antes da metade de julho, período em que Flávio pretende percorrer palcos estaduais e consolidar alianças. Nas pesquisas internas do PL constam nomes como a senadora Tereza Cristina e as deputadas Simone Marquetto e Clarissa Tércio, além da vereadora Priscila Costa, todos considerados com perfil ficha limpa, mas cuja influência eleitoral não é vista como determinante pelos correligionários.
Em meio ao impasse, surgiram sugestões para testar Cleitinho, o deputado estadual e atual líder em pesquisas para o governo de Minas, ainda que ele afirme não pretender disputar o cargo. O coordenador político da campanha, Rogério Marinho, disse não ter certeza sobre a inclusão do nome dele nas sondagens. Paralelamente, há quem destaque a importância de uma vice que sinalize preparo para suceder o presidente, caso haja afastamento.
Desafios e cenários da escolha
A ideia de uma vice-presidente mulher é defendida por parte do entorno de Flávio para contrapor falas do pai, Jair Bolsonaro, e buscar apoio de eleitorado religioso em alguns estados. Clarissa Tércio e Priscila Costa, evangélicas, são citadas como potenciais indicadas, enquanto Simone Marquetto permanece sob avaliação pelo PL.
A falta de apoio previsível de centrão e de parte da direita complica o acordo político. O presidente do Republicanos indicou que o partido não deve apoiar nenhum candidato neste momento, aumentando a complexidade das negociações. A federação entre PP e União Brasil também permanece em aberto, com decisões adiadas.
No âmbito de intenções de voto, a pesquisa Genial/Quaest aponta vantagem de Lula sobre Flávio no segundo turno, com margens expressivas entre o eleitorado feminino. A equipe de Flávio afirma que a busca pelo equilíbrio de perfil na chapa é prioritária, mas mantém o foco em ampliar alianças e consolidar palanques regionais até agosto.
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