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Acusado de comprar dados de ministros afirma não ter acesso à ação no STF

Defesa de Marcelo Conde afirma não ter acesso aos autos do inquérito das Fake News; autorização de Moraes, segundo eles, nunca ocorreu

Acusado de comprar dados de ministros diz não ter acesso a ação no STF
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  • A defesa do empresário Marcelo Conde pediu acesso aos autos do inquérito das Fake News há mais de sessenta dias, sem sucesso até o momento.
  • Segundo o advogado, a equipe ainda não teve conhecimento das medidas judiciais determinadas contra Marcelo, dificultando a preparação da defesa.
  • O inquérito envolve a suspeita de que Conde pagou R$ 4,5 mil por dados sigilosos de ministros do Supremo Tribunal Federal.
  • As investigações também apontam que Conde teria encomendado ao contador a obtenção de dados da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes.
  • Conde foi alvo de busca e apreensão em 1º de abril e, até então, era considerado foragido; a defesa afirma que ele se apresentou espontaneamente às autoridades espanholas.

A defesa do empresário Marcelo Conde, acusado de pagar R$ 4,5 mil por dados sigilosos de ministros do STF, reclama de não ter acesso aos autos do inquérito das Fake News. O pedido de acesso já dura mais de 60 dias.

Segundo o advogado Antônio Pitombo, que representa o filho do ex-prefeito Luiz Paulo Conde, não houve entrega das peças processuais nem conhecimento das medidas judiciais determinadas contra Marcelo. O processo corre em segredo de justiça.

A PF informou que Conde teria pago o valor para obter declarações fiscais de forma ilícita, incluindo dados ligados a ministros do STF. A investigação aponta que o empresário pode ter encomendado a obtenção de dados da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes.

Marcelo Conde foi alvo de busca e apreensão em 1º de abril e chegou a ser considerado foragido. O advogado afirma que ele se apresentou espontaneamente às autoridades espanholas, em cumprimento de diligências internacionais.

A defesa critica a atuação do tribunal, alegando atraso na disponibilização dos autos para a defesa. O processo permanece em sigilo, com o Ministério Público e a PF atuando para esclarecer a cadeia de acesso aos dados.

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