- O VEJA Fórum Rumos do Brasil, em São Paulo, nesta segunda-feira, 15, reuniu seis pré-candidatos à Presidência para sabatinas sobre propostas e combates eleitorais.
- Flávio Bolsonaro negou vínculos com o banqueiro e afirmou que qualquer tarifa externa viria de Lula; defendeu tesoura nos gastos públicos, extinção de ministérios, privatizações e redução da carga tributária.
- Ronaldo Caiado criticou o PT, destacou conquistas de Goiás e apresentou propostas como centro de inteligência artificial e uma autoridade para minerais críticos.
- Romeu Zema criticou a política de segurança pública do governo federal, defendeu classificar facções como terroristas e citou o modelo de El Salvador, defendendo a unidade da direita contra Lula.
- Tarcísio de Freitas elogiou a gestão de São Paulo, citou privatizações e melhoria de serviços, enquanto Haddad destacou resultados econômicos do governo Lula e pediu seriedade no debate; Sergio Moro defendeu cooperação com os EUA no combate ao crime e alertou para infiltração de facções em setores da economia.
Na manhã desta segunda-feira, 15, o VEJA Fórum Rumos do Brasil recebeu em São Paulo seis pré-candidatos à Presidência de 2026. A sabatina, conduzida por jornalistas da VEJA, apresentou propostas e leituras sobre o cenário eleitoral. O evento destacou prioridades econômicas, segurança e governança.
Entre os temas, os candidatos trataram de gastos públicos, privatizações e políticas de produção. Cada participante defendeu caminhos para reduzir encargos, ampliar investimentos privados e estruturar serviços públicos. A depender do passo político, foram apresentadas visões distintas sobre o papel do Estado.
A agenda destacou ainda críticas a adversários, avaliações de gestão estadual e perspectivas para a relação com o exterior. Os debatedores enfatizaram estratégias de combate à violência, inovação tecnológica e acordos internacionais.
Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
Flávio Bolsonaro evitou comentar transações envolvendo o banqueiro citado, classificando o caso como questão privada ligada a um filme. Sobre tarifas brasileiras, negou articulação de sanções e apontou o tom do presidente Lula como potenciador de medidas protecionistas.
O pré-candidato defendeu cortes de gastos, com possível extinção de ministérios, privatizações de estatais deficitárias e redução da carga tributária. Também mencionou o fim da reeleição como instrumento para evitar projetos eleitoreiros.
Ronaldo Caiado (PSD)
Caiado direcionou a fala ao ataque ao PT, atribuindo ao partido falhas na segurança e na organização de propriedades rurais. O ex-governador criticou a polarização e apresentou planos como criação de um centro de IA e uma autoridade para minerais críticos.
O interlocutor ressaltou avanços de Goiás na gestão, citando indicadores socioeconômicos. Pontos centrais foram educação, saúde e economia, com ênfase em governança e eficiência administrativa.
Romeu Zema (Novo)
Zema criticou a política de segurança do governo federal e sinalizou alinhamento com políticas de combate a facções. Caso eleito, disse apoiar reconhecer facções como terroristas, tomando como referência modelos internacionais.
Sobre a relação com o bloco de oposição, Zema afirmou que a direita deve permanecer unida no cenário nacional, mesmo após críticas recebidas. Enfatizou uma postura de unidade para o segundo turno, sem abrir espaço para rupturas.
Tarcísio de Freitas (Republicanos)
Tarcísio defendeu a gestão econômica de São Paulo, destacando privatizações e a melhoria de serviços públicos. O governador ressaltou que sua decisão de não concorrer à Presidência teve motivação institucional voltada ao estado.
Entre ações citadas, mencionou a privatização da Sabesp, terceirização administrativa em escolas e avanços no tratamento de esgoto como resultados do marco regulatório paulista.
Fernando Haddad (PT)
Haddad rebateu críticas sobre política econômica, ressaltando resultados do governo federal. Apontou que a inflação, desemprego e PIB mostram melhora estrutural nos últimos anos e cobrou seriedade no debate público.
O ex-ministro destacou ainda ganhos econômicos recentes, defendendo políticas fiscais com foco em estabilidade e inclusão social. Reforçou o papel do governo para enfrentar desafios macroeconômicos.
Sergio Moro (PL)
Moro defendeu cooperação entre Brasil e EUA no enfrentamento de facções criminosas, sem abrir mão de soberania. Observou infiltração de organizações criminosas em setores como combustíveis, cigarros e bancos.
O senador ressaltou a importância do Congresso na luta contra o crime organizado e reafirmou o compromisso de endurecimento de políticas públicas voltadas à segurança.
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