- Flávio Bolsonaro, senador pelo PL do Rio de Janeiro, disse que, se eleito, pretende aprovar na transição de governo uma PEC para acabar com a reeleição.
- O objetivo é usar o prestígio do presidente recém-eleito para viabilizar a medida, segundo ele, que não seria um benefício pessoal.
- Ele também propõe gatilhos automáticos de cortes drásticos de despesas caso a relação dívida pública/PIB atinja um patamar não especificado.
- Flávio afirmou que, com o acionamento desses gatilhos, as taxas de juros devem cair e a credibilidade do país ser retomada, resultando em menor inflação e maior poder de compra.
- O pré-candidato criticou a política econômica atual, mencionou necessidade de reformas estruturais, redução drástica de despesas, menos ministérios e controle fiscal mais rígido; elogiou Daniella Marques, citada entre posibles nomes para a área econômica.
Flávio Bolsonaro, senador pelo PL do Rio de Janeiro e pré-candidato à Presidência, afirmou nesta segunda-feira que, se eleito, pretende apresentar uma PEC na transição de governo para acabar com a reeleição. A declaração ocorreu durante evento organizado pela Revista Veja.
Segundo o parlamentar, o objetivo é usar o prestígio de um presidente recém-eleito para consolidar o fim da reeleição. Ele sugeriu que o Congresso pode aprovar regras de mandato de cinco anos ou outras mudanças eleitorais, sem detalhar alternativas.
Flávio Bolsonaro destacou a necessidade de medidas rápidas para disciplinar as contas públicas. Disse que, sem reeleição, o governante ganha fôlego para implementar ações consideradas difíceis, desde que haja suporte político.
Ele voltou a defender cortes drásticos de despesas e a criação de gatilhos automáticos para reduzir gastos quando a dívida pública ultrapassar um patamar determinado. O senador não informou qual seria esse patamar específico.
O pré-candidato também afirmou que a redução de juros e a recuperação da credibilidade fiscal devem acompanhar as medidas de ajuste. Afirmou ainda que reformas estruturais são imprescindíveis para reduzir a carga tributária e o tamanho do Estado.
Críticas à política econômica do governo atual foram citadas por Flávio. Ele sustenta que é necessária a atuação da nova gestão para evitar uma situação econômica pior, atribuindo responsabilidade a gastos excessivos.
Ao comentar a equipe econômica, o senador não anunciou nomes, mas elogiou a ex-presidente da Caixa Daniella Marques, que estava na plateia do evento. Ele citou a necessidade de um time coeso para alinhamento fiscal.
Além disso, Flávio afirmou que a inflação já chegou e que a economia pode enfrentar turbulências caso os gastos públicos continuem elevados. O senador ressaltou que o poder de compra do brasileiro não acompanha a inflação.
O discurso também enfatizou a necessidade de reduzir o número de ministérios, visto por ele como parte de um ajuste necessário à gestão pública. Ele mencionou 39 ministérios como área a ser enxugada.
Proposta econômica e perspectivas
Durante a fala, o senador sugeriu mecanismos automáticos de ajuste fiscal que seriam acionados ao atingir determinados índices. Ainda não houve detalhamento sobre critérios técnicos ou cronogramas para implementação.
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