- Flávio Bolsonaro negou irregularidades na relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, afirmando que o vínculo foi apenas para financiar o filme Dark Horse.
- O senador sustentou que a relação é privada e não houve irregularidades, após o material divulgado pelo Intercept com diálogos sobre captação de recursos.
- Em viagem aos Estados Unidos, ele disse ter pedido a Donald Trump a classificação de PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas, argumentando alinhamento contra o crime organizado.
- Flávio afirmou que não pretende tarifas brasileiras e responsabilizou o governo Lula pela escalada de tensões comerciais com os Estados Unidos; afirmou que a direita estará unida nas eleições de 2026.
- Sobre o cenário político, ressaltou apoio de aliados como Tarcísio de Freitas, Michelle Bolsonaro e Nikolas Ferreira, manteve tom institucional com os demais poderes e defendeu privatizações, com ressalva a Petrobras e apoio a partes de desestatização.
Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL ao Planalto, negou irregularidades na relação com o banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo ele, o vínculo foi exclusivo para financiar o filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, em investimento privado sem irregularidades.
Em evento promovido pela Veja, em São Paulo, o senador reforçou que a relação foi estritamente ligada ao filme. A apresentação ocorre após matérias do The Intercept, que divulgaram áudios e mensagens com Vorcaro sobre captação de recursos, ampliando o desgaste da pré-campanha.
Viagem aos EUA e ações contra narcoterroristas
Durante a viagem aos Estados Unidos, Flávio afirmou buscar cooperação para combater o crime organizado. Disse ter pedido a Donald Trump que classificasse o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas, argumentando que o alinhamento com outros países é natural nesse esforço.
Ainda sobre política externa, o senador responsabilizou o governo Lula pela escalada da tensão comercial, afirmando que tarifas prejudicariam as empresas brasileiras. Ele ressaltou que a volta ao Brasil ocorreu após encontro com Trump, na semana em que foi anunciada a proposta de tarifa.
Alinhamento da direita e estratégia de campanha
Flávio afirmou que a direita estará unida nas eleições de 2026, destacando apoio de Tarcísio de Freitas, Michelle Bolsonaro e Nikolas Ferreira como fundamentais. Disse que houve respeito às candidaturas de Caiado e Zema, mas sinalizou convergência para o segundo turno.
Relação com Poderes e privatizações
O pré-candidato garantiu postura institucional em relação aos três poderes, mantendo respeito à harmonia entre Executivo, Legislativo e Judiciário. Criticou Moraes, atribuindo à atuação do ministro impactos à imagem da Corte, e apontou o Senado como interlocutor central nesses temas a partir do próximo ano.
No tema econômico, Flávio defendeu privatizações como agenda, avaliando decisões caso a caso. Citou os Correios como privatização aceitável, por prejuízos da estatal, e afirmou ser contrário à privatização integral da Petrobras, apoiando parcerias ou redução da participação da União.
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