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Greve de funcionários da Rádio e TV Justiça deixa telejornais fora do ar

Greve na Rádio e TV Justiça pode suspender a transmissão do julgamento de Eduardo Bolsonaro e impedir telejornais ao vivo

Jornalistas da Rádio e TV Justiça iniciam greve - (crédito: Divulgação/SJPDF)
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  • Funcionários da Rádio e TV Justiça entraram em greve nesta segunda-feira (15/6), com adesão de cerca de 90%.
  • A paralisação pode comprometer a transmissão do julgamento do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, previsto para as 14h de amanhã (16).
  • O telejornal Justiça Agora, que vai ao vivo pela manhã, não foi exibido; as equipes são terceirizadas pela Fundação para o Desenvolvimento das Artes e da Comunicação (Fundac), contratada pelo STF.
  • A Fundac será desclassificada da licitação e deixará de atender a Corte em 31 de julho, sendo substituída pela vencedora do pregão.
  • O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) aponta impactos significativos à informação pública; a Fundac está sob intervenção judicial e é alvo de investigação por fraudes.

Funcionários da Rádio e TV Justiça iniciaram greve nesta segunda (15/6), o que pode comprometer a transmissão do julgamento do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, marcado para as 14h de amanhã na Primeira Turma do STF. Ele é acusado de coação no curso do processo. Telejornais ao vivo não foram exibidos.

A paralisação contou com adesão de cerca de 90% dos trabalhadores, segundo o Correio. Apenas equipes de operação, para manter os veículos no ar, continuam em atuação. O telejornal Justiça Agora, exibido pela manhã, não foi ao ar.

Quem está envolvido

Os jornalistas e radialistas são contratados pela Fundação para o Desenvolvimento das Artes e da Comunicação (Fundac), que presta serviço ao STF. O acordo envolve a prestação de serviço à Justiça em período em que a Fundac está contratada.

A Fundac foi desclassificada de sua última licitação e deixará o atendimento à Corte em 31 de julho, sendo substituída pelo vencedor do pregão. Entre as reivindicações estão FGTS, férias e outros benefícios atrasados.

Contexto e desdobramentos

A Fundac está sob intervenção judicial e é alvo de investigação da Polícia Civil de São Paulo por suspeitas de fraudes. A empresa já atendia a Alesp e apresenta problemas semelhantes em outros contratos públicos.

Segundo o Correio, o sindicato dos jornalistas do DF (SJPDF) destacou que a greve afeta serviços públicos de informação no STF, com possível interrupção ou redução da cobertura de julgamentos, sessões e notícias diárias.

Reações e posicionamentos

A Abracom criticou a forma de contratação dos trabalhadores via pregão, apontando riscos para a comunicação institucional em diferentes esferas da administração pública. A entidade enfatiza a necessidade de procedimentos mais estáveis.

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