- Haddad criticou o sigilo de 100 anos sobre aditivos de contratos da linha 6 do metrô de São Paulo e comentou a condução das privatizações pelo atual governador, Tarcísio de Freitas.
- Ele afirmou que houve pagamento adicional para adiantar a entrega de trecho da linha 6, obra já contratada e licitada por governadores anteriores do PSDB.
- Em relação à Sabesp, Haddad disse que a privatização envolveu a segunda tranche com perda de R$ 3,7 bilhões, apontando cláusulas que teriam afastado investidores.
- O ex-ministro comparou a atuação de governadores anteriores à de Tarcísio, citando que Renan Filho concedeu mais rodovias e que muitos contratos precisaram ser revistos.
- Durante o painel, Haddad ressaltou que, em sua gestão na Fazenda, houve a menor inflação acumulada em quatro anos, mesmo com choques externos.
O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad criticou, nesta segunda-feira, 15 de março de 2026, a defensiva do governo de Tarcísio de Freitas quanto ao sigilo de 100 anos de aditivos de contratos. A fala ocorreu durante um painel do Fórum Rumos do Brasil, organizado pela revista Veja, em Brasília. Haddad argumentou que esse sigilo impede a transparência sobre modificações contratuais da linha 6 do metrô de São Paulo e sobre o andamento das privatizações.
Ele destacou que houve pagamento adicional para adiantar entregas da linha 6, obra já contratada e licitada por gestões anteriores. Segundo o ex-ministro, a prática visa a mostrar resultados, mesmo que não haja visibilidade sobre os termos dos aditivos. Haddad pediu maior clareza sobre o que está em jogo nesses contratos.
Durante o discurso, Haddad também criticou a condução da agenda de privatizações pelo governo atual. Ele citou a privatização da Sabesp, afirmando ter havido mudanças que teriam poupado investimentos e atraído menos interessados. Em relação à infraestrutura, o ex-ministro afirmou que, quando o atual opositor foi ministro da Infraestrutura, houve menos concessões entregues, com a necessidade de revisões contratuais.
Haddad também comparou a atuação atual com a de governos anteriores, destacando dados sobre concessões e investimentos. Ele ressaltou, ainda, que a inflação acumulada manteve trajetória mais baixa sob sua gestão à Fazenda, mesmo diante de choques externos e guerras. O discurso seguiu sob o viés de enfatizar transparência e responsabilidade fiscal.
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