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Motta, alinhado com Lula, vota projeto que equipara misoginia ao racismo

Motta votará projeto que equipara misoginia ao racismo, alinhado a Lula e à agenda feminina, aumentando atrito com a oposição

Presidente da Câmara, Hugo Motta, e presidente Lula
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  • O presidente da Câmara, Hugo Motta, informou que pretende votar nesta semana o projeto que equipara misoginia a racismo.
  • A medida alinha-se com a agenda do presidente Lula, buscando atender a propostas de prioridade de parte do eleitorado feminino.
  • A iniciativa pode aumentar o desgaste com a oposição, que acusa o alinhamento de Motta com o governo.
  • O parecer foi elaborado por um grupo de trabalho coordenado pela deputada Tabata Amaral.
  • Tabata Amaral participará da reunião de líderes na terça-feira para apresentar o relatório aos presentes.

O presidente da Câmara, Hugo Motta, sinalizou que pretende votar ainda nesta semana o projeto que equipara misoginia a racismo. A decisão reforça o alinhamento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com a pauta que atende a parte do eleitorado feminino.

A medida é vista como parte da estratégia de Motta para cumprir prioridades defendidas por Lula e por parcela do apoio feminino, potencialmente influente nas eleições de outubro. A oposição tem criticado a proximidade entre o presidente da Câmara e o governo federal, segundo apuração de bastidores.

Relatório sobre a matéria foi elaborado sob coordenação de Tabata Amaral, deputada do PSB. Ela participará da reunião de líderes nesta terça-feira para apresentar o parecer aos demais parlamentares. O objetivo é que a proposta avance já na sessão prevista para esta semana.

Contexto e próximos passos

A proposta em debate propõe tratar misoginia com a mesma gravidade de racismo, ampliando o arcabouço de proteção a mulheres e grupos historicamente vulneráveis. A votação deverá ocorrer em ambiente de disputas entre governo e oposição, com sinais de resistência de parte da oposição.

A repercussão entre partidos da base de oposição e do centrão ainda é incerta. Como quadro político, a tramitação depende de apoio suficiente para a aprovação em plenário, além de eventuais emendas que possam surgir durante o debate.

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