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Primeira general do Exército afirma ter aberto portas, mas rejeita feminismo

Primeira general do Exército diz que ascensão foi mérito próprio e de mudança institucional, não feminismo, abrindo espaço para mulheres

Claudia Gusmão, a primeira mulher a alcançar o generalato no Exército brasileiro
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  • Claudia Gusmão, médica pediatra de 57 anos, tornou-se a primeira mulher a alcançar o generalato no Exército brasileiro, promovida a general de brigada em cerimônia de 1º de abril.
  • A ascensão resulta de combinação entre mérito pessoal e mudanças estruturais que abriram espaço para mulheres nas Forças Armadas, incluindo o ingresso de mulheres em turmas oficiais autorizado em 2012.
  • Atualmente, Claudia é diretora do Hospital Militar de Área de Brasília, unidade localizada no Setor Militar Urbano, perto do Quartel-General do Exército.
  • Ela afirma que não houve resistência por ser mulher e que a trajetu00f3ria foi possível por trabalho, estudo e competência, destacando que o Exército tem visto aumento gradual da participação feminina, com meta de 20% até 2035.
  • Claudia também enfatiza que sua atuação é centrada na saúde e na gestão hospitalar, que não vê a promoção como questão de gênero, e que não pretende entrar em questões políticas; a instituição é, segundo ela, permanente e apartidária.

Claudia Gusmão, médica pediatra e aluna da Academia Militar das Agulhas Negras, tornou-se a primeira mulher a chegar ao generalato no Exército brasileiro. A promoção a general de brigada ocorreu em cerimônia no dia 1º de abril, após três décadas na Força Terrestre. O Exército completou 378 anos semanas depois, em 19 de abril. A ascensão acompanha a gradual abertura de vagas para mulheres iniciada em 2012.

A oficial afirma que o progresso não foi abrupto, mas resultado de mudanças estruturais ao longo dos anos. Ela destaca que a carreira feminina ganhou espaço com adaptações organizacionais e maior participação de mulheres em turmas oficiais, o que facilitou promoções ao posto de general. Não houve resistência explícita de colegas, segundo ela, apenas demandas por mérito e qualificação.

No Hospital Militar de Área de Brasília, Claudia assumiu a direção em abril, com unidade no Setor Militar Urbano, próximo ao Quartel-General do Exército. A gestão envolve equilíbrio entre aspectos técnicos, logísticos e necessidades operacionais, conforme afirmou. A médica reforça que a função é exercida dentro de objetivos institucionais, não de uma pessoa.

Contexto institucional e perspectiva de futuro

A oficial reforça que a presença feminina gera ganhos para a instituição, ampliando o recrutamento e a diversidade de competências. Em relação a metas, ela diz que o impacto é gradual, com planejamento para alcançar participação feminina de 20% a 30% até 2035, conforme diretriz do Ministério da Defesa.

Questionada sobre riscos de novo impeachment ou golpes, Claudia afirma que o Exército é instituição permanente, apartidária e com missão constitucional. Ela destaca que a defesa da pátria continua como foco principal, independentemente do cenário político externo.

Inspiração e visão pessoal

Sobre ser referência, Claudia diz ter ouvido de muitas pessoas que sua trajetória abre portas para outras mulheres. Ela explica que o marco não é apenas por ser mulher, mas por trabalhar, estudar e demonstrar mérito. A meta é manter o ritmo de carreira e contribuir para a saúde militar com foco técnico.

A general também comenta a conciliação entre maternidade e carreira. Ela relata apoio familiar e ressalta a importância de licença-maternidade e estrutura de apoio para cumprir as responsabilidades profissionais e pessoais.

Objetivo profissional e novidades

O objetivo de Claudia, no momento, é seguir atuando na direção do hospital, mantendo foco na qualidade de atendimento e na preparação para necessidades operacionais da Força. Em termos de carreira, não projeta abruptamente o fim da atuação, mantendo a possibilidade de avanços na gestão de saúde dentro do Exército.

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