- Ricardo Salles reafirmou a candidatura ao Senado por São Paulo, ao lado de Guilherme Derrite, fortalecendo a chapa de direita alinhada ao bolsonarismo.
- O deputado afirmou não ter problemas com a ala da direita ou com Jair Bolsonaro e criticou o Partido Liberal por parecer seguir o centrão.
- Salles ressaltou que, na disputa, existem apenas dois nomes de direita — ele e Derrite — e citou que o PP está envolvido em casos de corrupção.
- Rechaçou a candidatura de André do Prado, dizendo que o parlamentar não é de direita e tem DNA do centrão, além de ter sido aliado de Dilma Rousseff em 2010 e ser visto como pupilo de Valdemar Costa Neto.
- O lançamento da pré-campanha de Derrite ocorreu no mês passado, com elogios públicos entre Derrite e o presidente da Alesp; o governador Tarcísio de Freitas anunciou os nomes da chapa.
O deputado federal Ricardo Salles (Novo) voltou a defender a participação dele na chapa bolsonarista ao Senado por São Paulo, ao lado do deputado Guilherme Derrite (PP). A afirmação ocorreu durante entrevista à CNN na segunda-feira, 15, e reforça a proximidade entre Salles e Derrite.
Salles criticou decisões do PL e alegou que a sigla estaria se aproximando do centrão. O deputado também apontou críticas ao presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, e afirmou que esse eixo seria o responsável por grande parte da influência interna no partido.
Sobre o cenário paulista, o ex-ministro negou distâncias com outros nomes da direita, citados por ele como potências eleitorais, e carregou a desconfiança em relação aos chamados valdemaristas, vinculados ao presidente do PL. Salles argumentou que o alinhamento ideológico fica comprometido por esse grupo.
Ele também contestou a indicação de André do Prado (PL) para compor a chapa ao governo da Assembleia Legislativa de São Paulo. O deputado afirmou que Prado não representa a direita, citando o histórico político do parlamentar e associações ao centrão, além de menções de que o parlamentar já teve palanques com adversários de 2010.
Segundo o ex-parlamentar, André do Prado é visto na mídia como pupilo de Valdemar Costa Neto, o que, na leitura de Salles, desqualificaria o rótulo de direita para o então indicado. O discurso reforça a divisão interna dentro da ala que sustenta a base bolsonarista e a relação com o centrão.
O lançamento da pré-campanha de Derrite ao Senado, no mês anterior, foi acompanhado por elogios mútuos entre Derrite e o presidente da Alesp, conforme anúncio feito pelo governador Tarcísio de Freitas. A passagem sinaliza a soma de apoios dentro do bloco, ainda que haja desentendimentos entre as alas da direita.
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