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Tarcísio afirma que privatizações enfrentam barreira ideológica

Tarcísio afirma que privatizações enfrentam barreira ideológica, cita resultados de concessões e defende participação privada em infraestrutura, incluindo Sabesp

"Às vezes tem muita ideologia nesse debate. Ideologia e aritmética são dois valores que não se misturam"
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  • Tarcísio de Freitas afirmou que o debate sobre privatizações no Brasil ainda é marcado por ideologia, durante o Veja Fórum Rumos do Brasil, em São Paulo.
  • Ele disse que ideologia e aritmética não se misturam e defendeu a participação da iniciativa privada em infraestrutura e serviços públicos.
  • O governador citou exemplos de concessões bem-sucedidas em rodovias, aeroportos e telecomunicações, destacando avanços na regulação para aumentar a segurança dos investidores.
  • No programa de desestatização de São Paulo, o estado contratou cerca de R$ 390 bilhões em investimentos por meio de parcerias com a iniciativa privada e voltou a defender a privatização da Sabesp para ampliar o saneamento.
  • A ideia é ampliar parcerias em setores da economia do conhecimento e computação de alto desempenho, avaliando diferentes áreas para futuras concessões.

Durante o Veja Fórum Rumos do Brasil, realizado em São Paulo, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que o debate sobre privatizações no Brasil ainda sofre com questões ideológicas. Em ambiente de palestras e debates, ele defendeu a participação da iniciativa privada em infraestrutura e serviços públicos, destacando que resultados de concessões não devem ser desconsiderados.

Tarcísio destacou que, na prática, o uso de serviços privados em rodovias, aeroportos e transporte tem mostrado benefícios aos usuários. Ele ressaltou a necessidade de reconhecer esses resultados ao avaliar projetos, sem desvalorizar a importância da segurança e da logística já oferecidas por concessões.

O governador ressaltou ainda que o Estado não tem condições de realizar sozinho todos os investimentos necessários para ampliar a infraestrutura. Segundo ele, seria inadequado partir da premissa de que o governo pode arcar com tudo sem parcerias com a iniciativa privada.

Esse posicionamento foi compartilhado durante o evento ao lado de figuras políticas e pré-candidatos de diferentes siglas, entre eles Fernando Haddad, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Sergio Moro. O debate também contou com a participação de Flávio Bolsonaro, entre os convidados da programação.

Tarcísio citou exemplos de aquisições e privatizações ocorridas no país, mencionando avanços na regulação e na estruturação de projetos como fatores que aumentaram a confiança de investidores. Segundo ele, a experiência brasileira em telecomunicações, aeroportos e rodovias reforça a viabilidade de novos modelos de parceria.

Ao comentar o programa de desestatização em São Paulo, o governador informou que o Estado já contratou cerca de 390 bilhões de reais em investimentos por meio de parcerias com a iniciativa privada. Ele voltou a defender a privatização da Sabesp para acelerar investimentos em saneamento básico e ampliar o tratamento de esgoto.

Para Tarcísio, a ampliação da participação privada deve ser avaliada de forma ampla, incluindo setores da economia relacionados à economia do conhecimento e à computação de alto desempenho. Ele sugeriu que parcerias público-privadas podem ser desenhadas de maneira criativa para atrair capital privado a áreas menos óbvias.

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