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Abaixo-assinado aponta risco a dados e cobra transparência do IBGE

Abaixo-assinado atribuído a servidores do IBGE aponta risco à proteção de microdados com migração para nuvem e cobra transparência sobre governança e parcerias tecnológicas

Na imagem, a fachada da sede do IBGE, em Brasília
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  • Um abaixo-assinado circula entre servidores do IBGE desde 28 de maio de 2026, criticando mudanças na governança e no processamento de dados do instituto.
  • O documento é assinado apenas por “servidoras e servidores” e o ASSIBGE diz não conhecer os autores.
  • O texto aponta riscos de integração de bases, uso de nuvem, inteligência artificial e participação de grandes empresas de tecnologia na infraestrutura de microdados com sigilo estatístico.
  • Dentre as demandas, há transparência sobre projetos envolvendo Serpro, integração de bases, nuvem, IA, Big Techs, contratos e preservação do sigilo estatístico, além de manter atividades sensíveis sob equipes permanentes.
  • O abaixo-assinado também cita a PEC 27 de 2021 e pede acompanhamento do Congresso e de autoridades de proteção de dados; o sindicato já havia cobrado, em outubro de 2025, esclarecimentos sobre a contratação do Serpro por dispensa de licitação.

Um abaixo-assinado atribuído a servidores do IBGE circula desde 28 de maio de 2026 com críticas a mudanças na governança e no processamento de dados do instituto. A peça aponta riscos à integração de bases, uso de nuvem e participação de grandes empresas de tecnologia, vendida publicamente pelo Blog da Míriam Leitão.

O documento é assinado apenas por “servidoras e servidores” e não traz nomes próprios. A entidade que representa a categoria, o ASSIBGE, disse ao Poder360 que ainda não teve conhecimento dos autores. O texto cita o Serpro e o SINGED como referências, sem detalhar contratos.

Segundo o abaixo-assinado, não se trata de simples atualização de sistema, mas de uma mudança com potencial impacto na proteção de dados. A preocupação envolve a possível transferência, replicação ou cruzamento de microdados protegidos por sigilo estatístico.

Microdados detalham informações sobre pessoas, domicílios, empresas e território. O documento alerta que o cruzamento de bases pode facilitar a identificação indireta de cidadãos ou entidades, mesmo sem nomes ou CPFs.

O texto cita o risco de que a hospedagem de microdados dependa da infraestrutura de grandes empresas, como AWS, Microsoft Azure, Google Cloud, Oracle Cloud ou Huawei Cloud. O autor sustenta que o IBGE deve manter controle efetivo sobre os dados.

Demanda e contexto

O abaixo-assinado exige transparência sobre projetos envolvendo Serpro, integração de bases, nuvem, IA, Big Techs e parcerias. Pleiteia informações sobre dados envolvidos, armazenamento, acessos, contratos e preservação do sigilo estatístico.

A peça também cobra que atividades permanentes e sensíveis do IBGE não sejam deslocadas para terceiros não concursados, fundações ou empresas públicas/privadas. Pede ainda acompanhamento do Congresso e aprovação da PEC 27 de 2021 para autonomia técnica do IBGE.

Em 30 de outubro de 2025, o ASSIBGE já havia encaminhado ofício ao IBGE cobrando esclarecimentos sobre a migração de dados para a chamada nuvem soberana, ligada ao Serpro. A entidade tem acompanhado o tema desde então.

O Poder360 procurou o IBGE para manifestação sobre as exigências do abaixo-assinado e os riscos à proteção de dados. Não houve resposta até a publicação desta matéria. O texto será atualizado caso haja posicionamento oficial.

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