- Uma arma registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro foi apreendida durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal em Taguatinga.
- O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, cobrou explicações da defesa em até 24 horas sobre por que a pistola permanecia na residência e por que foi retirada para manutenção.
- Moraes também questionou se as regras de fiscalização determinadas pelo STF estão sendo cumpridas pelas equipes de segurança de Bolsonaro.
- A decisão amplia a apuração para entender como a arma deixou a residência e se houve falhas no monitoramento durante a prisão domiciliar.
- Bolsonaro está em prisão domiciliar desde março e o benefício vence na próxima semana; o episódio pode influenciar a continuidade da medida.
Uma arma registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro foi apreendida durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal em Taguatinga. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, cobrou explicações da defesa em até 24 horas sobre o episódio. A apreensão ocorre dias antes do fim da prisão domiciliar humanitária.
Moraes também questiona por que Bolsonaro mantinha a pistola Glock 9 mm em casa e por que o armamento foi retirado do imóvel para manutenção. O ministro quer saber se as regras de fiscalização determinadas pelo STF foram cumpridas pela segurança do ex-presidente.
Além disso, Moraes determinou que o comandante do 19º Batalhão da PM-DF confirme se as revistas obrigatórias em veículos que entram e saem da residência estão sendo realizadas. A ação visa entender como a arma deixou o imóvel e se houve falhas no monitoramento durante o regime de prisão domiciliar.
Detalhes do procedimento
Na noite de segunda-feira, o motorista que dirigia o veículo afirmou ser servidor do Gabinete de Segurança Institucional e disse que a arma pertencia a Bolsonaro. Também foi encontrado um carregador sobressalente durante a abordagem.
O depoimento mostrou que a arma foi retirada para um reparo após uma pane e, segundo o motorista, seria devolvida no dia seguinte. A Polícia Civil e o STF devem analisar se houve descumprimento das condições da prisão domiciliar.
Prisão domiciliar e próximos passos
Bolsonaro está em prisão domiciliar desde março, após tratamento médico no Hospital DF Star. O benefício tem duração de 90 dias e termina na próxima semana. Antes, ele cumpria pena no complexo penitenciário da Papuda, conhecido como Papudinha.
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