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Brasil deve assumir responsabilidade no combate ao crime organizado, diz Mourão

Mourão afirma que o Brasil deve assumir a responsabilidade no combate ao crime organizado, após EUA classificarem o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como terroristas

Em discurso, à tribuna, senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS).
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  • Em discurso no plenário, o senador Hamilton Mourão afirmou que o Brasil precisa assumir responsabilidade no combate ao crime organizado, após os Estados Unidos classificarem PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas.
  • Mourão disse que a decisão não é política isolada, mas resultado de interesses estratégicos dos EUA e insistiu para entender as circunstâncias que levaram a isso.
  • O parlamentar questionou como o Brasil chegou a ter organizações criminosas nacionais vistas internacionalmente como ameaça transnacional.
  • Ele ressaltou que, enquanto há disputas políticas, pessoas inocentes e policiais morrem e o crime organizado avança, caracterizando uma falsa escolha entre soberania e combate ao crime.
  • Por fim, afirmou que não haverá solução importada ou salvadores externos; a responsabilidade é do Estado brasileiro, dos estados, do governo federal, do Congresso e da sociedade.

Em discurso no Plenário do Senado nesta terça-feira, 16, o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) avaliou a segurança pública do Brasil e as implicações da decisão dos Estados Unidos de classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas. O objetivo foi discutir responsabilidades nacionais frente ao tema.

Segundo Mourão, a decisão externa não decorre de paixões ou interesses pontuais, mas de objetivos estratégicos dos EUA. O senador destacou que o momento envolve compreender as circunstâncias que permitiram que as organizações criminosas nacionais sejam vistas como ameaça transnacional, não apenas reagir ao gesto americano.

Na avaliação do parlamentar, o debate no Brasil não pode se resumir a disputas políticas. Ele afirmou que, enquanto governo e oposição travam discussões, pessoas inocentes e agentes de segurança continuam morrendo e o crime organizado avança. A soberania, na leitura dele, depende do exercício efetivo da lei dentro do país.

Mourão ainda alertou contra simplificações que justifiquem soluções externas. Não haverá solução importada nem atalhos para a segurança pública; a responsabilidade é do Estado brasileiro – federal, estaduais e legislativo – e, por fim, da sociedade.

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