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Caiado defende fim da exportação bruta de minerais críticos

Caiado propõe fim da exportação bruta de minerais críticos, buscando industrializar nióbio e terras raras para aumentar renda e competitividade

Na imagem, Ronaldo Caiado no estúdio do Poder360. Caiado citou o nióbio e as terras raras como exemplos de ativos capazes de impulsionar desenvolvimento tecnológico
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  • O pré-candidato Ronaldo Caiado defende o fim da exportação de minerais estratégicos em estado bruto e a industrialização no Brasil.
  • Em entrevista ao Poder360, em 16 de junho de 2026, ele cita nióbio e terras raras como exemplos de ativos que podem impulsionar tecnologia, renda e competitividade.
  • Caiado aponta que o país exporta riqueza de baixo valor agregado e precisa absorver tecnologia para processar e separar os minerais, elevando seu valor antes da exportação.
  • Segundo ele, o Brasil tem quase 100% do nióbio e grande parte das terras raras, sendo necessário ampliar investimentos em tecnologia e formação de mão de obra para transformar reservas em valor.
  • O tema acontece em meio ao interesse global por minerais críticos usados em baterias, turbinas eólicas, IA, chips e veículos elétricos, com a China dominando parte da cadeia de processamento.

Ronaldo Caiado, pré-candidato à Presidência pelo PSD de Goiás, afirmou em entrevista ao Poder360 no dia 16 de junho de 2026 que o Brasil deve abandonar a exportação de minerais em estado bruto. Segundo ele, é necessário avançar na industrialização e no processamento de recursos considerados críticos para a economia global.

Para o senador, itens como nióbio e terras-raras são exemplos de ativos capazes de impulsionar desenvolvimento tecnológico, renda e competitividade internacional. O líder goiano avalia que o país ainda opera com um modelo de exportação de baixo valor agregado.

O debate ocorre em meio ao crescente interesse internacional por minerais críticos usados em baterias, turbinas eólicas, IA, chips e veículos elétricos. A dependência de cadeias de processamento concentradas principalmente na China tem ganhado maior atenção geopolítica.

Dados do Serviço Geológico do Brasil indicam que o país possui cerca de 21 milhões de toneladas de reservas de terras-raras, equivalentes a 23% do total mundial, situando-se como a segunda maior reserva global. O Brasil concentra ainda grande parte das reservas de nióbio e detém posições relevantes em grafita e níquel.

Apesar do potencial, a separação química de terras-raras é complexa e exige alto investimento tecnológico. A produção e o refino brasileiros ainda representam participação limitada no cenário global, com maior atuação na Ásia.

A proposta de Caiado liga a exploração de minerais críticos a investimentos em tecnologia e inovação, incluindo inteligência artificial e formação de mão de obra especializada. Segundo ele, transformar conhecimento em desenvolvimento econômico é essencial para o país.

Ronaldo Caiado, aos 76 anos, é médico ortopedista de formação e está no segundo mandato como governador de Goiás (2019-2026). Em abril lançou sua pré-candidatura à Presidência para as eleições de 2026, buscando se posicionar como alternativa no campo da centro-direita.

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