- O secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, avisou Anthropic PBC por meio de uma carta na semana passada que seria necessária autorização governamental para liberar o acesso de estrangeiros aos seus modelos de IA mais avançados.
- A carta ordena que Anthropic não forneça os modelos Fable 5 e Mythos 5 a estrangeiros em qualquer lugar do mundo sem licença do Departamento de Comércio.
- Lutnick não apresentou base para a necessidade das restrições, mas citou leis americanas que permitem impor controles de exportação sobre tecnologia civil que possa ser usada por inimigos militares para fins de inteligência.
- A carta também ameaça sanções criminais e civis caso a empresa não cumpra as regras.
O secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, informou Anthropic PBC, por carta enviada na semana passada, que a empresa precisaria de autorização governamental para permitir que estrangeiros acessem seus modelos de IA mais avançados. A comunicação também ameaça sanções civis e criminais se a exigência não for cumprida.
A carta, datada de sexta-feira, ordena que Anthropic não libere os modelos Fable 5 e Mythos 5 a estrangeiros em qualquer lugar do mundo sem licença do Departamento de Comércio. Lutnick não apresenta base para as restrições, citando leis que autorizam controles de exportação de tecnologia civil com uso potencial em capacidades militares de adversários.
A cópia do documento foi obtida pela Bloomberg News. Não houve comentário imediato de Anthropic sobre o conteúdo da correspondência. A medida é apresentada como uma forma de controle de exportação de tecnologia sensível relacionada a IA de alto desempenho.
Contexto e impactos
A nota aponta que o governo dos EUA pode exigir licenças para o acesso internacional a tecnologias de IA avançadas. As implicações incluem possíveis limitações à colaboração internacional e à pesquisa com parceiros estrangeiros. Não há confirmação de que outras empresas receberão notificações semelhantes.
A matéria não detalha prazos para cumprimento nem sanções específicas, limitando-se a indicar a existência de consequências legais. O DOE não comentou sobre o caso até o momento, segundo a publicação.
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