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CEO do Google recebe protesto ao participar de formatura nos EUA

Protesto em Stanford interrompe discurso de Sundar Pichai; estudantes criticam contratos de nuvem com Israel e ICE, e cerca de duzentos formandos deixam o evento

CEO do Google enfrenta protesto ao participar de formatura nos EUA
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  • Sundar Pichai foi alvo de protestos durante formatura na Universidade Stanford, com vaias ao discursar
  • Aproximadamente 200 formandos se levantaram e deixaram o evento; cartazes criticavam o Google e o Projeto Nimbus
  • Nimbus envolve Google e Amazon para serviços em nuvem ao governo de Israel, incluindo IA e uso por forças armadas; foi alvo de críticas internas na empresa
  • Manifestantes também citam a cooperação com o ICE e mostraram bandeiras da Palestina, cobrando fim das relações com autoridades norte-americanas e israelenses
  • Grupos como No Tech for Aparteid, Stanford Students for Justice in Palestine e Tech for Liberation participaram do protesto, segundo relatos dos organizadores

Sundar Pichai, CEO do Google, foi vaiado por estudantes ao discursar na cerimônia de formatura na Universidade Stanford, em Palo Alto, nos Estados Unidos, no fim de semana. O protesto teve como motivação contratos de nuvem com governos, incluindo Israel e o ICE dos EUA, segundo fontes do TechCrunch. Aproximadamente 200 formandos abandonaram o auditório quando o executivo começou a falar.

Estudantes exibiram cartazes contra o Google e criticaram a atuação da empresa em nuvem governamental. O protesto no campus de Stanford teve o Projeto Nimbus como foco principal, envolvendo Google e Amazon em um contrato de 1,2 bilhão de dólares firmado em 2021 para serviços na nuvem para Israel.

Detalhes do protesto e participantes

Cartazes com mensagens contra o Google foram vistos durante o discurso. Vídeos nas redes mostram vaias e bandeiras da Palestina entre os presentes. Grupos como No Tech for Apartheid, Stanford Students for Justice in Palestine e Tech for Liberation participaram do ativismo.

Contexto adicional

O projeto Nimbus também incluiu o uso de IA e a participação de forças armadas israelenses. As divergências sobre o tema ganharam destaque à época, com relatos de demissões internas no Google em 2024, associadas à continuidade da parceria. Além disso, a colaboração com o ICE foi citada por manifestantes como motivadora do protesto.

Observação sobre casos similares

No mês anterior, o ex-CEO Eric Schmidt também enfrentou vaias ao discursar em formatura na Universidade do Arizona, em razão de comentários sobre IA no mercado de trabalho. O episódio ocorreu mesmo com o líder insistindo na importância da adaptação tecnológica.

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