- O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, afirmou em evento no Rio de Janeiro que a concentração de poder em IA pode minar democracias.
- Ele também disse que essa centralização pode agravar a desigualdade entre países.
- O discurso ocorreu na XXIII Conferência de Segurança Internacional do Forte, no Rio, nesta terça-feira (16).
- Amorim destacou que o desenvolvimento tecnológico deve mirar bens comuns, como redução da pobreza, proteção do meio ambiente e defesa dos direitos humanos.
- O ex-chanceler ressaltou o aumento de ataques cibernéticos e afirmou que a resiliência digital é condição de soberania, pois sem proteção não há autonomia decisória nem confiança institucional.
Celso Amorim, assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, afirmou nesta terça-feira 16, no Rio de Janeiro, que a concentração de poder em IA entre países pode minar democracias e ampliar desigualdades. A fala ocorreu durante a XXIII Conferência de Segurança Internacional do Forte.
O ex-chanceler destacou que não se defende um modelo estatista, mas alertou para os riscos da centralização do poder tecnológico. Segundo ele, esse cenário demanda reflexão sobre como a IA é governada a nível global e quais impactos sociais podem emergir.
Durante o discurso, Amorim comentou que o desenvolvimento tecnológico deve buscar benefícios coletivos, como redução da pobreza, proteção ambiental e proteção dos direitos humanos. Ele ressaltou a importância de diretrizes que promovam esses objetivos.
Em outra parte da fala, o assessor apontou o aumento de ataques cibernéticos ao redor do mundo e as consequências para a soberania nacional. Ele afirmou que ataques são usados como instrumentos de guerra híbrida, reforçando a necessidade de resiliência digital para a autonomia institucional.
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