- STF condena Eduardo Bolsonaro à inelegibilidade por oito anos por coação à Justiça, o que pode afetar sua posição como primeira suplente na chapa de André do Prado.
- Eduardo era anunciado como suplente da chapa encabeçada por Prado, que integra a base de Tarcísio de Freitas; lançamento da pré-candidatura ocorreu em 16 de junho, com ato previsto para 20.
- Prado afirma que, se o impedimento for confirmado, Eduardo indicará um novo suplente, mas há expectativa de reverter a decisão e manter o ex-deputado na vaga.
- República de discussões jurídicas: a defesa de Eduardo questiona o devido processo e já utiliza a Defensoria Pública; o Ministério Público ou adversários podem contestar o registro da chapa.
- Calendário eleitoral estabelece convenções a partir de 20 de julho e registro até 15 de agosto; especialistas veem baixa probabilidade de reversão e o processo tende a transitar em julgado.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foi condenado pela Primeira Turma do STF por coação à Justiça, com inelegibilidade por oito anos. A decisão envolve o cancelamento da sua possível candidatura como primeira suplente da chapa de André do Prado, candidatura a senador por São Paulo. O caso impacta a montagem da chapa de reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Aliados analisam a possibilidade de reavaliação da posição de Eduardo na chapa após a condenação. A direção do PL havia mantido o acordo para que ele ocupasse a primeira suplência enquanto não se esgotassem os recursos do caso. A definição ocorre em meio a controvérsia interna sobre o registro de Eduardo.
Na noite de 16 de junho, quando a decisão foi tomada, correligionários divulgaram nas redes o lançamento da pré-candidatura de Prado ao Senado, parte da campanha que inclui Tarcísio e o pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro. O ato está marcado para sábado, 20 de junho, com participação prevista de lideranças.
Repercussões e próximos passos
Prado afirmou que, se o impedimento for confirmado, caberá a Eduardo indicar um novo suplente, mas mantém a expectativa de reverter a situação. Em entrevista à CBN, Prado disse que pretende manter o ex-deputado como primeiro suplente e que definirão os próximos passos com Eduardo a partir de 17 de junho.
Os envolvidos sinalizam alinhamento para que orientações jurídicas do partido sejam respeitadas caso haja risco de comprometer a chapa. Em resposta, o bolsonarismo criticou o STF, alegando perseguição a família Bolsonaro, mas o tema permanece tratado nos bastidores.
Eduardo não recorreu da decisão, segundo entrevista ao portal Metrópoles, e alegou desrespeito ao devido processo legal. O ex-deputado afirmou que não há o que recorrer, e que o processo foi considerado nulo por ele. A defesa foi realizada pela Defensoria Pública da União.
Cenário jurídico e calendário eleitoral
Existe acordo entre membros da chapa para manter Eduardo na vaga até possível, com substituição ainda em aberto. A composição conta com Fernando Fiori de Godoy (PL), ex-prefeito de Holambra, na posição de segundo suplente. Até o momento, a formação da chapa permanece inalterada.
Especialistas apontam que as chances de reversão são remotas e que a decisão tende a se consolidar com poucos recursos. Conforme o calendário eleitoral, convenções devem ocorrer a partir de 20 de julho e registro das candidaturas até 15 de agosto.
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