Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Defesa de Eduardo Bolsonaro nega coação e diz não ter poder para sanções

Defesa afirma que Eduardo Bolsonaro atuou apenas politicamente nos EUA e não tinha poder para sanções; PGR mantém acusação de coação

Deputado federal Eduardo Bolsonaro durante entrevista à Reuters em Washington
0:00
Carregando...
0:00
  • A defesa da Defensoria Pública da União afirma ao Supremo Tribunal Federal que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro não praticou coação, pois não tinha poder para impor sanções dos Estados Unidos contra ministros da Corte e contra o Brasil.
  • Na sustentação oral, o defensor público federal Esdras dos Santos Carvalho destacou que a atuação dele nos Estados Unidos foi apenas de articulação política e de manifestação de descontentamento com atos de 8 de janeiro.
  • A defesa afirmou que, sozinha, a interlocução política não configura grave ameaça; a gravidade depende da vontade e do poder de quem ameaça.
  • Também foi alegado que atribuir a Eduardo responsabilidade por decisões do governo norte-americano seria confundir interlocução com poder de decisão.
  • A Procuradoria-Geral da República acusa o ex-deputado de atuar junto a autoridades dos Estados Unidos para pressionar ministros do Supremo Tribunal Federal e tentar interferir nos processos relacionados à tentativa de golpe de Estado.

A defesa de Eduardo Bolsonaro negou, nesta terça-feira (16), que o ex-deputado tenha coado ou feito grave ameaça no curso do processo. Segundo a defesa, Eduardo não possuía poder para impor sanções aplicadas pelos Estados Unidos a ministros do STF e ao Brasil.

Durante a sustentação oral no STF, o defensor público federal Esdras dos Santos Carvalho argumentou que a atuação do ex-parlamentar nos EUA se limitou a articulações políticas e a manifestações de descontentamento com a condução de atos ocorridos em 8 de janeiro. A interlocução, segundo a defesa, não configura grave ameaça.

A defesa também afirmou que a denúncia da PGR confunde atuação política com poder de coação. Para os advogados, a grave ameaça exige que o mal promovido dependa da vontade e do poder de quem ameaça, o que, na visão deles, não ocorreu no caso.

A PGR acusa Eduardo Bolsonaro de atuar junto a autoridades norte-americanas para pressionar ministros do STF e tentar influenciar processos relativos à tentativa de golpe de Estado. A avaliação é de que houve interação com autoridades dos EUA com o objetivo de impactar decisões judiciais.

Contexto do julgamento

O caso envolve a linha de atuação do ex-deputado em relação a decisões judiciais no Brasil. A defesa sustenta que, embora tenha havido diálogos diplomáticos, não houve poder real de impor sanções ou de forçar resultados. A Procuradoria investiga se houve conduta que configure grave ameaça ou coação.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais