- O Departamento de Justiça pediu ao tribunal federal que rejeite a ação movida pela NAACP contra a xAI e a MZX Tech por supostas turbinas a gás em um datacenter em Southaven, Mississippi, sem licenças ambientais.
- A ação alega emissão de poluentes tóxicos que violariam a Lei do Ar Limpo, solicitando a interrupção das operações das turbinas.
- O DoJ sustenta que o datacenter é utilizado para treinar modelos de IA considerados críticos para a economia e a defesa, e que as turbinas são necessárias para o funcionamento da instalação.
- Alega ainda que, conforme a Lei do Ar Limpo, o governo pode encerrar ações civis movidas por cidadãos.
- A NAACP afirma que comunidades afetadas têm direito de processar poluidores e que empresas, inclusive as contratadas pelo governo, devem cumprir as leis ambientais; a xAI opera dois datacenters na região, conhecidos como Colossus 1 e Colossus 2.
Para o governo, o caso envolve o uso de leis ambientais para contestar operações de xAI. A Justiça sinalizou, na segunda-feira, que pode pedir a retirada da ação movida pela NAACP contra a empresa de Elon Musk em Mississippi.
A ação, apresentada em abril, acusa a xAI e a sua subsidiária MZX Tech de instalar dezenas de turbinas de gás metano no data center de Southaven, sem licenças ambientais. Alega emissão de poluentes tóxicos, violando a Clean Air Act, e busca bloquear as operações.
A Justiça sustenta que o data center serve para treinar modelos de IA considerados estratégicos para economia e defesa. O documento de 33 páginas aponta que esse uso seria relevante para segurança nacional, cabendo, segundo o DOJ, a prerrogativa de encerrar ações civis.
Contexto técnico e legal
A defesa destaca que as turbinas são necessárias para manter o funcionamento do equipamento. O DOJ argumenta ainda que o Clean Air Act permite interromper ações civis movidas por cidadãos quando há interesse público relevante.
A NAACP afirma que comunidades locais já tinham direito de processar poluidores, independentemente de contratos com o governo. Representantes citam a necessidade de cumprir leis ambientais para proteger a saúde da população.
O grupo de defesa ambiental Earthjustice, junto ao Southern Environmental Law Center, ressalta que não há precedente para blindar empresas com base em questões de segurança. O caso envolve duas unidades da xAI na região, chamadas Colossus 1 e Colossus 2.
Contexto das instalações e impactos
Colossus 2 fica em Southaven e ocupa cerca de 1 milhão de pés quadrados, enquanto Colossus 1 fica em Memphis, próximo a bairros historicamente atingidos por poluição. As duas instalações têm sido alvo de protestos comunitários.
A NAACP acusa a instalação de até 57 turbinas, cada uma do tamanho de um ônibus, com capacidade estimada de emitir milhares de toneladas de poluentes por ano. Entre os impactos citados estão aumento de asma e doenças cardíacas.
A representante da NAACP, Abre’ Conner, reforça que leis ambientais existem para responsabilizar poluidores, independentemente de vínculos com o governo. A organização defende o direito de a comunidade buscar reparação.
xAI não comento o caso até o momento. A empresa mantém foco principal no projeto de Grok, uma IA conversacional, e já firmou parcerias com grandes players de tecnologia para uso de espaço em seus data centers.
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