- Edinho Silva, presidente nacional do PT, minimizou o atrito entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmando que divergências fazem parte da democracia e não são um problema.
- Ele disse, em almoço com frentes parlamentares em Brasília, que não há ruptura entre Lula e Alcolumbre.
- Governistas buscam acalmar os ânimos e defendem uma conversa formal entre as partes.
- O PT resiste a aceitar a rejeição, pelo Senado, da nomeação de Jorge Messias para a vaga no Supremo Tribunal Federal, primeira negativa em 132 anos.
- Alcolumbre voltou a pautar votações consideradas “pautas-bomba”, entre elas crédito agrícola de quase 140 bilhões de reais, o que pode ampliar o atrito com o governo.
Edinho Silva, presidente nacional do PT, minimizou nesta terça-feira (16.jun.2026) o atrito entre o presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Ele afirmou que divergências entre as lideranças são naturais na democracia e não configuram ruptura.
O pronunciamento ocorreu durante almoço em Brasília, promovido por frentes parlamentares. As organizadoras foram a Frente Parlamentar Mista pelo Brasil Competitivo, a Frente Parlamentar do Empreendedorismo, a Frente Parlamentar de Tecnologia e Atividades Nucleares e a Frente Parlamentar em Defesa da Propriedade Intelectual e Combate à Pirataria.
O que está em jogo
Edinho ressaltou que não há ruptura entre Lula e Alcolumbre, destacando que diferenças de posição devem ser vistas como parte do funcionamento democrático e não como problema.
Governistas avaliam a necessidade de uma conversa formal para acalmar os ânimos entre as lideranças, após tratativas falharem em resolver a divergência. O ambiente ficou ainda mais tenso em função da rejeição, pelo Senado, ao nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o STF, a primeira negativa em 132 anos.
Desdobramentos políticos
Ao mesmo tempo, há avaliação de que Alcolumbre tem utilizado pautas controversas para pressionar o debate. Um exemplo citado é a criação de uma linha de crédito para aliviar dívidas do setor agropecuário, aprovada recentemente, com impacto estimado em R$ 140 bilhões nos cofres públicos.
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