- Apenas 12,1% dos eleitores já definiram votos para deputado federal e senador nas eleições de 2026.
- A maioria permanece em aberto: 46,6% vão esperar o início da campanha em agosto e 36,3% devem decidir perto da votação (4 de outubro).
- 58,4% desejam novos nomes para a Câmara e Senado; 28,9% preferem quem já possui mandato.
- Sobre a orientação ideológica, 41,4% são indiferentes, 24,9% buscam candidatos de direita, 16,3% preferem esquerda e 6% ficam no centro.
- A redução da maioridade penal de 18 para 16 anos tem apoio de 84,3% dos eleitores, 12,5% são contrários.
A CNT divulgou nesta terça-feira (16) uma pesquisa que mostra que a maioria dos eleitores brasileiros ainda não definiu votos para o Senado e a Câmara nas eleições de outubro. O levantamento aponta que a decisão segue em aberto para grande parte do eleitorado.
Entre os entrevistados, apenas 12,1% disseram ter votos definidos para deputado federal e senador. A maioria pretende esperar o início da campanha em agosto (46,6%), enquanto 36,3% devem decidir próximo ao pleito.
A pesquisa detalha a ordem de votação no primeiro turno, que ocorre em 4 de outubro: deputado federal, deputado estadual ou distrital, senador (duas vagas), governador e presidente da República. A CNT/MDA entrevistou 2.002 pessoas entre 11 e 15 de junho de 2026.
Perspectiva de renovação e perfil ideológico
Há forte desejo de renovação: 58,4% preferem novos nomes, contra 28,9% que escolheriam quem já possui mandato. Em relação à orientação ideológica, 41,4% não definiram posição, 24,9% buscam candidatos de direita, 16,3% de esquerda e 6% o centro.
Segmentação por faixas etárias
Entre 16 a 24 anos, 22% apoiam a esquerda, 17% a direita, 44% indiferentes. Já entre 25 a 34 anos, 26% votariam à direita e 41% seriam indiferentes. As faixas seguintes apresentam padrões semelhantes, com maior apoio à direita entre 45 e 59 anos (28%).
Percepção de violência e mudanças de rotina
Sobre insegurança, 45,9% perceberam aumento da violência na cidade nos últimos 12 meses. 32,7% afirmaram que aumentou muito. Em resposta, 42,7% mudaram hábitos por medo, como evitar sair à noite ou usar celular em lugares públicos. Total de mudanças: 57,3%.
Apoio à redução da maioridade penal
Aprovação à redução da maioridade penal de 18 para 16 anos é de 84,3%. 12,5% desaprovam e 3,2% não souberam opinar. A aprovação é alta entre homens (85%) e mulheres (84%), com destaque para faixas de meia idade.
Opinião sobre crime organizado e cooperação internacional
Metade dos entrevistados concorda com a classificação de PCC e CV como organizações terroristas (39,2% concordam totalmente). Do outro lado, 38,8% entendem que são facções que visam lucro. A atuação do governo Lula é avaliada negativamente por 45,9%.
Interferência dos EUA e soberania
Ao tratar da possibilidade de forças dos EUA atuarem no Brasil, 40,1% são a favor e 49,5% são contrários. Em relação à soberania, 61,7% acreditam que a intervenção pode prejudicar o país. 26,4% entendem que não haverá impacto significativo.
Metodologia e credenciamento
A CNT/MDA aplicou a pesquisa presencialmente entre 11 e 15 de junho de 2026, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais e 95% de confiança. O estudo está registrado no TSE (BR-04256/2026).
O texto abaixo explica o contexto da publicação de pesquisas pela Gazeta do Povo, destacando que os resultados representam leitura de momento com amostra representativa, sem garantia de resultado eleitoral.
Entre na conversa da comunidade