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Esquerda convoca protesto e não reconhecerá resultado das eleições no Peru

Esquerda convoca ato em Lima para contestar os resultados do segundo turno e defender o voto popular, articulando Frente Popular Patriótica

O candidato de esquerda à presidência do Peru, Roberto Sánchez, durante evento de campanha em Lima (Foto: EFE/ John Reyes)
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  • O partido Juntos pelo Peru convoca manifestação em Lima na sexta-feira (19) para defender o voto popular e rejeitar os resultados do segundo turno, com Keiko Fujimori à frente com 99% dos votos apurados.
  • A mobilização deve receber delegações de todas as regiões no Parque Campo de Marte, no distrito de Jesús María, em Lima.
  • A campanha de Sánchez também chamou vigílias e protestos pacíficos para esta quarta-feira (17) em todo o Peru.
  • A justificativa é a acusações de falta de transparência, alterações nas regras eleitorais e supostas irregularidades que, segundo o grupo, minam a justiça eleitoral.
  • De acordo com o Escritório Nacional de Processos Eleitorais, Fujimori tem 50,092% (9.125.179 votos) e Sánchez 49,908% (9.091.747 votos) com 99,05% apurados, diferença de 33.432 votos.

O partido de esquerda Juntos por el Perú, liderado pelo candidato Roberto Sánchez, convocou uma mobilização em Lima para a próxima sexta-feira, 19, com o objetivo de defender o voto popular e contestar os resultados do segundo turno das eleições. A força política afirma que houve falta de transparência no processo e irregularidades que justificariam a anulação parcial.

A ação visa unir democratas de diferentes campos — políticos, sociais, trabalhistas, camponeses, indígenas e jovens — para formar a Frente Popular Patriótica. A concentração ocorrerá no Parque Campo de Marte, no distrito de Jesús María, na capital peruana, com a expectativa de chegada de delegações de várias regiões.

Antes do ato, a equipe de Sánchez já organizava vigílias e protestos pacíficos em todo o país, programados para esta quarta-feira. O grupo aponta alterações nas regras eleitorais durante a campanha e o que classifica como manobras político-midiáticas como razões para a mobilização.

Dados eleitorais

A campanha de Sánchez sustenta que houve deslegitimação do voto dos cidadãos e afirma ter evidências de resistência de setores corporativos aos interesses da maioria. O Juntos por el Perú ressalta que a integridade das eleições é medida pelo Estado de Direito e pela governabilidade.

Contexto político e participação

O próprio Sánchez disseminou em redes sociais uma defesa da fiscalização democrática e da mobilização pacífica como direito constitucional. O líder enfatiza que o processo eleitoral deve refletir a vontade popular com transparência e sem dúvidas ou controvérsias.

Situação das urnas

Segundo a atualização mais recente do ONPE, Keiko Fujimori, da Fuerza Popular, lidera com 50,092% dos votos, equivalentes a 9.125.179 votos. Roberto Sánchez, do Juntos por el Perú, aparece com 49,908%, ou 9.091.747 votos, com 99,05% apurados. Restam votos de seções indicadas por irregularidades.

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