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Gilmar diz que caso Master lembra Lava-Jato em nova roupagem;Mendonça se defende

Gilmar Mendes aponta semelhanças entre o caso Master e Lava-Jato em nova roupagem; Mendonça defende atuação e critica divulgação de dados pela PF

Ministro Gilmar Mendes, do STF — Foto: Antonio Augusto/STF
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  • O ministro Gilmar Mendes afirmou que o caso Master tem semelhanças com a Lava-Jato, ainda que com uma nova roupagem, criticando a atuação de André Mendonça e de investigadores.
  • Ele divergiu das prisões de Henrique Vorcaro e Felipe Vorcaro, pai e primo do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, propondo a domicílio de Henrique e a soltura de Felipe com medidas cautelares.
  • Mendonça defendeu que a Segunda Turma não discute a Lava-Jato, mas o caso envolve uma suposta máfia e uma das maiores fraudes financeiras já vistas no país, com contornos de crime organizado.
  • Pouco antes do julgamento, Mendonça determinou a quebra de sigilo das investigações, medida que gerou dúvidas sobre possível vantagem processual e falta de acesso de outros membros ao material.
  • Dias Toffoli não deve votar por alegação de suspeição relacionada ao caso Master, enquanto o andamento depende do voto de Nunes Marques para evitar empate.

O STF, Segunda Turma, discute as prisões de Henrique Vorcaro e Felipe Vorcaro, pai e primo do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. O caso é analisado em meio a divergências sobre as medidas cabíveis.

O ministro Gilmar Mendes afirmou que o caso Master tem semelhanças com a Lava-Jato, porém com uma nova roupagem, e criticou a atuação de André Mendonça, relator, além de investigadores. Mendes propôs a domiciliar Henrique e a soltura de Felipe, com medidas cautelares.

Mendonça rebateu, dizendo que não se trata da Lava-Jato, mas de um caso envolvendo investigação de possível fraude financeira. Ele destacou que há elementos que sugerem contornos de crime organizado, incluindo infiltração no sistema policial, e defendeu a análise de todo o material.

Durante o julgamento, Mendes também criticou a atuação de juízes considerados como heróis e pediu cautela com pressões sociais sobre o Judiciário. Ele ressaltou que a Constituição não cria agentes públicos para travar batalhas contra o crime.

Para além das falas, Mendes divulgou sigilo de investigações pouco antes do voto, o que gerou críticas dentro da própria turma. A medida é vista como tentativa de influenciar a votação.

Pouco antes, Mendes havia removido o sigilo, ato que poderia impactar a formação de maioria na Segunda Turma, dependendo de como votarem os demais integrantes. A indefinição envolve Nunes Marques, cuja posição pode influenciar o placar.

Dias Toffoli, também da Turma, deve se afastar por suspeição em casos ligados ao Master, o que reduz as chances de seu voto influenciar o resultado final. A pauta continua sem definição final.

A data do próximo encontre não foi anunciada. As investigações federais continuam em curso, com novos documentos sendo analisados pela defesa e pela acusação. A decisão final ainda depende de votos dos ministros.

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