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Gilmar vota pela prisão domiciliar do pai de Vorcaro e pela soltura do primo do ex-banqueiro

Gilmar Mendes vota pela prisão domiciliar de Henrique Vorcaro e pela soltura de Felipe Vorcaro, em meio a paralelos com a Lava-Jato e pressão para delatar

Ministro Gilmar Mendes em sessão da Segunda Turma do STF — Foto: Gustavo Moreno/STF
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  • O ministro Gilmar Mendes votou pela prisão domiciliar de Henrique Vorcaro e pela libertação de Felipe Vorcaro, pai e primo do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, donos do Master.
  • Ele divergiu do relator André Mendonça, que pediu a manutenção das prisões; o voto foi apresentado após o decano ter pedido vista no julgamento.
  • Mendes pediu medidas cautelares diversas da prisão para os dois, como restrições de contato, mudança de residência e comparecimento periódico em juízo.
  • O caso envolve acusações ligadas ao grupo conhecido como “A Turma” e à suposta atuação da Polícia Federal, com Mendes apontando semelhanças entre o caso e a Lava-Jato.
  • Documentos recentes apresentados por Mendonça foram criticados por Mendes, que disse haver risco de cerceamento de defesa e acesso restrito a informações pelo restante da Turma.

O ministro Gilmar Mendes, do STF, votou pela prisão domiciliar de Henrique Vorcaro e pela soltura de Felipe Vorcaro, pai e primo do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. O julgamento ocorre na Segunda Turma e envolve o núcleo conhecido como “A Turma”.

Mendes divergiu do relator André Mendonça, que defendia a prisão da dupla, e foi acompanhado por Luiz Fux no começo do julgamento iniciado em maio. A análise teve início com votações pela manutenção das prisões.

Pouco antes do voto de Mendes, Mendonça retirou o sigilo das investigações, movimento visto como tentativa de assegurar maioria na turma, enquanto ainda restavam dúvidas sobre o apoio de Nunes Marques.

Gilmar afirmou que a Polícia Federal não apresentou provas suficientes para justificar a prisão de Henrique Vorcaro, indicando que as evidências pareciam baseadas em inferências sobre mensagens. Ele sugeriu medidas cautelares alternativas.

Sobre Felipe Vorcaro, o decano reiterou que não houve indícios suficientes para a prisão, sugerindo relaxamento das medidas e a imposição de cautelares diversas, como restrições de contato e obrigação de atender ao juízo.

O voto de Gilmar também criticou documentos apresentados por Mendonça, alegando que parte dos dados era de acesso restrito a integrantes da turma, o que poderia violar o direito de defesa.

Durante seu voto, o ministro traçou paralelos com a Operação Lava-Jato, afirmando que investigados e familiares de alvos eram pressionados a delatar, o que, para ele, lembra a condução do caso Master com nova roupagem.

O caso envolve ainda alegações de movimentações financeiras significativas, apontadas por Mendonça como indícios de irregularidades vinculadas a Felipe e ao primo, bem como ligações com figuras públicas, como o senador Ciro Nogueira, citadas no debate.

Defesa de Henrique Vorcaro informou que ficou surpresa com o novo relatório da PF e afirmou que a inclusão de informações na formação do convencimento violaria o direito de defesa, sem responder sobre o andamento do processo.

A defesa de Felipe Vorcaro não respondeu até o fechamento desta edição, e o STF segue com a análise dos votos da Segunda Turma, com o desfecho ainda indefinido.

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