- O governador interino do Rio, Ricardo Couto, disse ter identificado uma “captura” do Executivo pelo Legislativo ao assumir o Palácio Guanabara.
- Em palestra promovida pela Lide, contou que deputados o procuraram para afirmar que controlavam determinadas secretarias, questionando quem é o gestor.
- Couto vinculou a entrega de cargos no Executivo ao período eleitoral e cuestionou o custo real de eleições para o Estado.
- O tema é alvo de inquérito da Polícia Federal que investiga a atuação da Alerj na gestão do ex-governador Cláudio Castro; Couto assume desde março, na linha sucessória após a renúncia de Castro.
- O STF mantiene o desembargador no posto em decisão liminar; ele estuda ficar cerca de 90 dias a mais e citou a possibilidade de um governador-tampão até dezembro, além de defender redução de secretarias.
O governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, afirmou nesta terça-feira (16) ter identificado uma espécie de captura do Executivo pelo Legislativo desde que assumiu o Palácio Guanabara. Em palestra promovida pelo grupo Lide, Couto disse ter ouvido de deputados que determinadas secretarias eram de seus domínio. A fala ocorreu no Copacabana Palace.
Segundo Couto, a situação levanta a questão sobre quem é o verdadeiro gestor: o chefe do Executivo ou o Legislativo. O desembargador questionou se esse modelo de gestão é adequado e ressaltou a necessidade de refletir sobre limites de atuação entre poderes. Ele citou a cobrança de cargos do Executivo por parlamentares como ponto de análise.
O governador interino também relacionou o tema ao ciclo eleitoral, destacando possíveis impactos no déficit público de estados próximos a períodos de eleição. Ele afirmou que a gestão deve priorizar a segurança e questionou o custo de manter cargos e secretarias durante o processo eleitoral.
Contexto institucional e desdobramentos
O tema da atuação do Poder Executivo pela Alerj é alvo de apuração da Polícia Federal, ligada à gestão do ex-deputado Rodrigo Bacellar, investigado por vazamento de informações. O caso envolve a linha de sucessão no governo, que hoje está na órbita de decisões do STF e da Assembleia Legislativa.
Couto assumiu o governo em março, após a renúncia do governador anterior, e está no cargo por estar na linha de atuação entre a vacância de governador e a definição de uma solução até dezembro. O STF tem mantido o desembargador interino, em meio a disputas sobre a forma de escolha do próximo chefe do Executivo.
Entre na conversa da comunidade