- Relatório da Polícia Federal aponta que a irmã e a mãe de Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, foram pressionadas pelo esquema de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para não colaborar com as autoridades.
- Sicário, que era parte da organização criminosa, tentou o suicídio em uma cela da Polícia Federal, após ser preso.
- A PF aponta que, após a morte de Sicário, Manoel Mendes Rodrigues, conhecido como Manolo, foi à residência da família de Sicário em Belo Horizonte para pressionar os parentes a não falarem.
- Segundo o relatório, houve pagos para impedir que as familiares repassassem informações, com indícios de ajustes envolvendo transferências de contratos e valores devidos a Felipe Mourão.
- A PF também afirma que Daniel Vorcaro mantinha um núcleo armado no Rio de Janeiro, com recebimento de terceiros com armas de grosso calibre e carros blindados, e que o esquema continuou após a Operação Compliance Zero.
O relatório da Polícia Federal (PF) encaminhado ao ministro do STF André Mendonça aponta que a irmã e a mãe de Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, foram pressionadas pelo esquema ligado a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para não colaborar com as autoridades. Sicário era peça central da organização criminosa, mas, após a prisão, atentou contra a própria vida na cadeia da PF em Brasília.
Segundo o documento, após a morte de Sicário, Manoel Mendes Rodrigues, o Manolo, braço direito de Henrique Vorcaro, chegou à casa da família de Sicário em Belo Horizonte para coagir parentes a permanecerem em silêncio. As diligências indicam que mãe e irmã de Sicário foram alvos das pressões.
O relatório aponta que ambas as familiares teriam recebido pagamentos destinados a evitar depoimentos e repassar informações relevantes sobre atividades ilícitas do grupo. A PF destaca indícios de ajustes envolvendo transferência de contratos e valores devidos a Felipe Mourão para manter o silêncio.
Núcleo armado
A PF sustenta que Daniel Vorcaro mantinha um núcleo fortemente armado no Rio de Janeiro, com frequência recebendo terceiros armados e carros blindados. O funcionamento do esquema continuou mesmo após a deflagração da Operação Compliance Zero, que já investigava o caso.
Conforme o relatório, Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel, reiterava a demanda por serviços da chamada Turma e facilitava pagamentos a seus integrantes, mantendo contatos com Felipe Mourão, o Sicário, e com o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, atualmente custodiado.
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